11.2.10

Vintage





Sabe… eu gosto do jeito do envelhecido, vejo no velho um grande passatempo, uma diversão pro meu imaginário. É bom abrir gavetas esquecidas e procurar a magia que o tempo exerce sobre as coisas. Eu não tenho receio de amar o que já é antigo, pois cada objeto ultrapassado vai e se faz novo, de novo, mas um novo diferente. Pois o tempo transforma as coisas mais incertas em destino. Quebra a casca superficial, da empolgação da novidade, deixa apenas o que é essencial, a verdade que nunca vai envelhecer.

9.2.10


Tava com saudades do risinho no canto da boca,do friozinho na barriga, da diversão, de olhar e ver sempre o melhor nas pessoas. Tava com saudades dos amigos, dos desconhecidos, dos planos, dos pecados, da carência. Mais saudades ainda de ouvir música alta, de dançar, das surpresas, do colorido, do movimento, da insanidade, da liberdade, tava com saudades de mim... Mas eu voltei ...

1.2.10

...


" Ela queria companhia, mas ela se contenta com sua consciência. Só um café, uns cigarros, uma dose de algo que lhe faça acelerar os pensamentos. Ela deseja viver pelo menos um terço daquilo que pretende escrever. Ela queria que chorar fosse o suficiente pra desamarrar-lhe o nó dentro do peito. Ela queria poder vomitar tudo o que sente, desmontar o quebra-cabeça da sua cabeça e montá-lo apenas com as peças bonitas, fofas e coloridas. Ela já não aguenta mais esse mundo em escalas de cinza, ela precisa de cor. Ela precisa de preenchimento, de bordas. Ela quer seus dias em negrito e a sua vida em itálico. Ela quer amores em fonte 72, e decepções em 12. Ela quer escrever tudo em tahoma, arial e verdana. E ela quer poder apertar o backspace quando não gostar do que escrever, quando o enredo estiver fora de contexto, quando o final não for feliz. Ela só queria poder editar sua história, apagar os capítulos errados, não ter começado aqueles que acabaram mal. Ela só queria mesmo poder ser feliz."

31.1.10

O dia em que a terra parou .


Meu coração deu um nó, odeio tomar decisões assim no seco, mas já foi, eu tinha que ir. Tudo passou num piscar de olhos, é assim que vc começa a saber que está ficando velho, as férias parecem curtas demais. Menos de um mês e eu querendo a eternidade pra aproveitar meu ninho. Mal sabia eu que o retorno me aguardava com uma surpresa.

E no carro eu já pensava que eu ia encontrar meu lar destroçado, desnaturalizado. E Ufaaa. Casa inteira, era só poeira. De repente então o celular dá sinal de vida e eu sigo as instruções até uma praça com um farol e lá estava ela. A alegria. É e ela tem nome e sobrenome, Laís Delcelo, vulgo pytuka (é, grafia bem de pobre mesmo). Minha paulista linda,pequena,doida,inteligente, criativa e principalmente psicodélica.Quando eu a vi de longe, um verdadeiro anãozinho tudo já começou a fazer sentido e eu entendi, que eu tinha mesmo que viajar 16 hrs pra vê-la, que ela viria como aviso de que eu precisava mudar.

Então aquela baixinha pegou em minha mão e me levou pro outro lado do espelho, um lado bem diferente. HU-HU todo mundo descolado, ouvindo um som legal, me olhando como quem sempre me conheceu. Eram um mix, filósofos, cineastas, músicos, estilistas e nenhum dava a mínima importância pra isso, só queriam ‘curtir o momento’, eu me senti acolhida e nunca vou chamá-los de estranhos, apesar de nunca tê-los conhecido.

E assim meu prazo acabou eu virei abóbora, alegria foi embora e só me restou à escolha, entre ser o Cain ou o Abel.

7.1.10

Durante todo meu percurso de vida me preocupei demasiadamente com o amanhã, em ser feliz no futuro. Não que isso seja errado, mas o ontem sempre faz alguma diferença em nossa vida e não faz sentido ignorá-lo e não tomá-lo como exemplo. O amanhã pode ser igual ao ontem se eu não mudar o modo de enxergar as coisas.

Ás vezes pensar nisso me dá umas estranhas crises nostálgicas, onde eu me questiono como seria minha vida se eu tivesse insistido ou desistido de alguma coisa aí acabo ressuscitando velhos fantasmas e como verdadeira obsessão penso nisso durante dias. A insegurança toma conta de mim. E é fácil perceber qual é o meu problema (e por aqui isso já é assunto manjado). A insatisfação. Eu simplesmente odeio conseguir o que eu quero. Eu escrevo em meus objetivos, a idéia de plenitude e isso é uma coisa inalcançável não existe.

E eu sei que isso não se passa só comigo, a insatisfação é o monstro do armário pra muita gente. Entender o porquê disso é muito complexo. Porque sempre em qualquer ser humano, em qualquer época, falta alguma coisa. E essa falta não deve ser desesperadora, mas sim um incentivo para viajar mais longe, fazer melhor, mesmo que o tão esperado baú de moedas de ouro não esteja no fim do arco-íris. Porque o sentido da vida é ter pé no chão e entender que a tristeza faz parte da felicidade, pois um completa o outro, como a falta está ligada com o todo e o ontem é um esboço do amanhã. Não faz sentido viver como uma eterna sofredora, arrastando as correntes por ai, se lamentando pelo presente, passado e futuro.

20.12.09

inimigos...


Visto minha armadura, preparo as minhas armas olho pro horizonte e já posso ver lá longe ela vem, com um exercito majestoso que eu aqui sozinha tenho que enfrentar.

Não sei exatamente como aconteceu, foi aos poucos, ela foi chegando se apossando de mim e me dominou. Foi como naufragar na areia movediça, por mais que eu tentasse me salvar eu só conseguia afundar. Muitas horas desisti de lutar, porém compensava em outras horas tentando me erguer, mas acho que não adiantou.

E hoje convivo com meu pior inimigo, pois não sei como finda-lo. Como castigo recebo todas as torturas possíveis, desde um mal humor matinal á uma constante visão cinza das coisas, vivo enfadada de tudo no mundo, até de mim. Como se não fosse o bastante chega em mim um dos seus comparsas que faz ter uma dor no peito e um certo desespero.

Malditos sejam meus terríveis inimigos que atendem pelo nome de Solidão e Ansiedade, que me agridem me invadem e me inundam com as sensações mais atrozes. Espezinham meu coração e passam na minha cara todos os meus erros sem deixar nenhum espaço para o perdão e o recomeço. Que Deus me dê forças para erguer minha espada e lutar.

20.11.09

Assinando !


Sabe quando a consciência pesa? E vc cansa de ser um revolucionário de sofá? Nem tudo esta perdido, hoje a internet está ao nosso favor, podemos participar de maneira direta e indireta na história do nosso país e do mundo! Uma grande arma em prol das ideologias são os abaixo assinados hoje disponibilizados em sites variados. Vou postar o endereço de alguns aqui pra quem se interessar.

http://www.abaixoassinado.org

http://www.avaaz.org/po/gaza_time_for_peace/

https://secure.avaaz.org/po/climate_action/


Perdoem minha fase fútil.

Mas tenho que confessar um dos meus maiores vícios, CREPÚSCULO, sério eu virei uma das seguidoras de Edward. Até me apaixonei por ele no começo. E entendo muito bem todas as loucas que perseguem Robert Pattinson( apesar do filme ter sido uma merda) ele figura muito bem no nosso imaginário o Edward do livro. Mas esse post vai para Sthephenie Meyer a escritora da saga crepúsculo, Meyer acertou. Descreveu o príncipe de toda adolescente, despertou o desejo das meninas se apaixonarem e fez com que as meninas não tão lindas nem tão populares não perdessem a esperança de um dia serem cortejadas pelo menino mais bonito da escola. Meyer aguçou a vontade de ler de muita gente, ela uniu uma temática envolvente sem cair na mesmice. Eu mesma devorei a saga toda em um mês.

Desde já recomendo a saga crepúsculo, não porque pode acrescentar algo a mais a suas ideologias, mas para entregar a alma ao romantismo, as causas impossíveis e sobrenaturais do amor.

E amanhã tem lua nova nos cinemas! To lá!

15.11.09

in natura


Postar vem se tornando algo mais raro por causa dos meus momentos escassos de paz na internet.

Estava na casa da minha mãe no ultimo feriado do dia 2, fiquei de sexta até terça, ai na terça de madrugada eu tive que voltar. Minha mãe me acordou ás 03:30 da manhã, eu acordei misturando os sentimentos, de indignação, raiva e mau humor matinal, quase nem me despedi dela direito por tão grande que era minha raiva por acordar tão cedo. Já no carro ás 4.30 eu me perguntava por que a vida era tão injusta e me afogava num tédio que a viagem me trazia. O dia não havia amanhecido e eu queria voltar a dormir, mas não conseguia, não encontrava nada válido pra fazer até que eu me concentrei na janela e vi que os primeiros raios de sol começavam a despontar no céu e pouco a pouco tudo se coloria, meio vermelho, meio verde e amarelo, a natureza acordava, era como se alguém tivesse mudado cenário bem rapidinho. Aquilo começou a me cativar, percebi que a manhã pode ser muito linda e significante.

O vento assoviava entre os campos, fazendo todos os matos dançarem uma dança quase contemporânea onde todos os movimentos se complementavam, eu podia sentir, mesmo com os vidros fechados, o vento nos meus pensamentos, vento com cheiro de verde, cheiro fresco e novo de felicidade que me transportava para outra dimensão. Mesmo sem gostar de plantas aquilo enchia meus olhos e me hipnotizava como uma mágica.

Agora o sol já estava mais alto a árvores pareciam sorrir pra mim, como se dissessem que aquela era a hora mais feliz de todas suas vidas, começaram a surgir morros, e surgia água través das pequenas frestas das pedras, como eu queria poder parar ali. A estrada subia e eu podia ver do alto uma grande colcha de retalhos verdes e era como se tudo fosse infinito, me senti como se fosse uma gigante privilegiada de ver tudo aquilo.

Ai eu entendi que ao contrario de mim, a natureza acorda de bom humor e ela não deixa nada pra depois, faz o seu melhor sem esperar nada em troca. E assim uma viagem longa e aparentemente monótona se tornou um grande espetáculo e uma grande lição.

16.10.09

Vamos fazer um filme...Legião Urbana


"Sem essa de que: "Estou sozinho."
Somos
muito mais que isso
Somos
pingüim, somos golfinho
Homem, sereia e beija-flor
Leão, leoa e leão-marinho
Eu preciso e quero ter
carinho, liberdade e respeito
Chega de
opressão:

Quero viver a minha vida em paz

Quero um milhão de amigos
Quero
irmãos e irmãs
Deve de ser
cisma minha
Mas a
única maneira ainda
De
imaginar a minha vida
É vê-la como um
musical dos anos trinta
E no meio de uma
depressão
Te ver e ter
beleza e fantasia.

E hoje em dia, como é que se diz: "Eu te amo."? "

10.10.09

nostalgic


Hoje me deu uma incrível nostalgia quanto a minha infância.

Lembro de uma série de pessoas que insistiam em praguejar que aquela seria a melhor época da minha vida, que eu devia valoriza - lá, isso me dava uma séria impaciência, o que me fazia fechar a cara e ignorar essas pessoas. Tinha certeza de que eu odiava o que eu estava vivendo. Eu odiava ser criança. Queria ser independente, pode sair de casa sozinha, poder ver TV até tarde, poder freqüentar outro turno no colégio, ter a credibilidade de um adulto, enfim entender o mundo. Mas conforme o tempo passou me endureci e me decepcionei, tive raiva da vida, por não ser como eu achava que ela era, tive raiva das pessoas por não me explicarem direito como realmente as coisas são. Até “entender” e começar a me culpar invés de culpar as coisas ou a as pessoas. Mudei bastante mas consegui guardar grande sensibilidade e um pouco de criatividade mas nada comparado as minhas grandes teorias, e pensamentos místicos sobre cada detalhe, de uma saudosa e época da minha vida.

Durante muito tempo, até um dia desses pra ser sincera, pensava que a vida era marcada por situações. Assim, um grande acontecimento que faz você sair da sua fase e entrar em outra mais avançando, tipo o chefão dos jogos de videogame, uma coisa importantíssima que vai mudar seu jeito de ver o mundo, e pluft você vai se tornar outra pessoa. Exemplo uma grande coisa acontecendo e pluft viraria adulta e depois outra coisa pluft seria velha. Mas percebi com muita decepção que não é assim, a vida não te prepara pra enfrentar uma determinada situação, ela é a situação em todos os momentos.

Éé, isso exatamente que faz falta, ter minha própria teoria sobre tudo, ter uma máquina geradora de pensamentos absurdos, peculiares a todas as coisas. Hoje eu entendo e queria dar um abraço em cada ser que me avisou o quanto a infância podia ser mágica. Pois o que faz falta lá da infância, não é de como as pessoas te tratam, não é a dependência ou a irresponsabilidade é o olhar que se tem pelo mundo, é o modo interessantíssimo de ver e interpretar a vida e de ter pretensões tão pequenas, mas capazes de fazer-nos imensamente felizes. Que nunca mais voltarão a ser iguais.

2.9.09

opss...

"Até parece loucura
Não sei explicar
É a verdade mais pura
Eu não consigo amar
Meu bem me desculpe
Não quis te ferir
Mas dizer a verdade
É melhor que mentir...
Insensível!
Insensível você diz
Impossível!
Fazer você feliz...
Às vezes você esquece
O que eu finjo esquecer
Mas pra mim é difícil
Eu não consigo entender
Entre outras pessoas
É tão natural
Porque será que comigo
Não pode ser igual..."
Titãs. Insensível

Solução



Depois do meu desabafo super down, pensando e vivendo cheguei a uma teoria que já havia chegado há muito tempo e que agora é muito mais prática que teoria. Procurar sempre dar muito valor as coisas simples que eu vivo, pois elas são o que realmente dão o sentido da vida e hoje não é difícil passar batido por isso, se perder no mar de futilidade que o mundo capitalista oferece sem se dar conta que alguns bens a mais não trazem a felicidade verdadeira, só a alienação da mente.

Esse é o motivo de uns dos meus maiores orgulhos sobre eu mesma, tenho minhas fases boas e ruins, dias legais, dias péssimos, mas eu sempre acordo a tempo de não deixar a tristeza descolorir o meu arco íris e embaçar a lente em que eu vejo o mundo melhor. E com isso eu enxergo que o mundo é bem mais do que pessoas desprezíveis extremamente estressadas. Eu vejo a esperança no rosto de cada um, por mais que esse carregue a expressão mais sombria e entendo que para viver é preciso não desistir da vida e nem se esquecer dos que vivem ao nosso redor, por mais estranhos que eles pareçam. Porque é necessário mais, mais que inúmeros bens materiais pra mostrar o que cada um é. Exemplo: Uma pessoa boa, não precisa usar roupa de marca, nem ter um carro. Somos todos iguais, carregamos em nós quantidades iguais de bondade e maldade, basta querer e saber como enxergar.

E digo mais para encontrar a legítima alegria de viver é fundamental enxergar animaizinhos nas nuvens, dar um sorriso a um desconhecido, dar um abraço no seu colega de sala, mandar um bilhetinho “te adoro, vc me faz mais feliz” pra alguém que nunca esperaria isso de você, perguntar ao porteiro do prédio se está tudo bem com ele, dividir o pacote de biscoito, deixar seu cachorro te dar muitas lambidas, agradecer a seus pais mesmo sem eles terem te dado nada,sair sem rumo, tomar banho de chuva, elogiar o professor, entre outras tantas coisinhas que não tomam quase nenhum tempo, mas fazem uma enorme diferença para alguém.

Espalhe a sensação de felicidade, mesmo que você ache que ela é incompleta, mas espalhe que um dia você mesmo será contagiado. E lembre-se a vida só faz sentido na morte.

31.8.09

Vergonha


Caraca, tanto tempo sem escrever, vira e mexe eu penso em justificativa aceitável para postar, mas não há. Se existem casos de pessoas que desaprendem a escrever eu quase sou uma delas. Eu sei escrever, mas me falta a essência, a inspiração. Porque o mais legal de escrever e contar sua vida, é quando ela acontece, quando você tem o que contar, quando você tem objetivos e quando você se sente especial no meio da multidão. O que aconteceu comigo foi exatamente o inverso, eu fiquei monótona, tensa, morna, cinza, chata e… medíocre, com vergonha de chegar pra quem for (se ainda existe alguém que leia meu blog) e não ser mais a luara de antes inventora, idealista, apaixonada, visionária, inflexível e criativa.

Eu n faço mais a diferença e aprendi a conviver com isso passivamente, eu sou uma anta ensaiando passos atrapalhados por ai. Eu não vivo mais mim.
E ás vezes quando eu caio na real, tento reparar, mas n é fácil voltar ao normal, depois de ter involuído. É trabalhoso e complicado, mas eu estou tentando sair desse estágio. E o primeiro passo é contar a verdade e lutar pra transformar minha realidade na realidade que eu quero voltar a ter e ser quem eu tanto quero, a luara do meu passado não tão distante.

28.1.09

Aviso prévio


Hoje me deu vontade de remediar minhas crises, remediá-las previamente.
É nada basta: casa, faculdade, namorado, tudo me parece tão volátil, apesar de ser seguro. É inevitável, fico checando a casa pra ver se as paredes são boas mesmo, fico desconfiando do namorado pra ver se ele me ama mesmo, fico imaginando um monte de coisa da faculdade. Entendo agora por porque as pessoas falam que a felicidade não existe é pela a nossa ingratidão com a vida, não nos acostumamos a não ter problemas, podemos ter tudo, mas faltam os problemas, ai a gente fica inquieto, checando os alicerces, procurando uma encanação furada, umas goteiras no teto, até voltar ao estado inicial que é o caos.
Então antes que eu estrague tudo é bom ler isso de vez em quando.

22.1.09

new place


Desde menor, sempre me imaginei tendo a minha casa, onde eu poderia fazer tudo que me desse vontade, as responsabilidades sempre me chamaram atenção, vejo as de uma forma positiva. E finalmente aos 17 anos, acreditem, consegui realizar um dos meus maiores desejos, morar sozinha. Tudo bem a rotina não é super animada, eu não dou festas, nem saio de casa na sexta e chego na segunda, na verdade passo horas sem conversar com ninguém e varro o chão cada vez que eu encontro um fio de cabelo caído, mas a paz interior que me invade por estar sozinha, é algo divino, sou individualista e filha única, solidão é algo que eu já me acostumei.
Minha mãe é do tipo ditadora, prega que se deve sair e chegar as dez horas e fala o tempo todo do quanto é importante acordar as seis e não se esquecer de molhar as plantas, meu pai (que ele nunca leia isso)é o típico homem na que se incomoda com tudo, eu não acho isso uma grande coisa, as famílias são assim, mas tudo isso incomoda a longo prazo e simplesmente essa não é a filosofia que eu quero seguir. Não é que eu queira me livrar de todos a todo custo, mas quero a liberdade se ser quem eu sou num ambiente meu, é intendível apesar da minha pouca idade.
Então não estranhem meu longo tempo fora, meu novo Apto não tem internet, nem antena pra ver TV... rsrsrs
E torçam por mim.

6.1.09


Eu queria entender as pessoas, não entendo-as, mas sei que elas não tem noção nenhuma de reciprocidade.

É, enquanto o tempo passa, eu me torno ranzinza e sem paciência com as pessoas, vejo-as caindo nos mesmos erros e me machucando outra vez, já fui uma menina alegre com muitos amigos, hoje sou uma menina nem tão alegre com quase nenhum amigo, condição que eu própria criei ao afastar as pessoas de mim por vê-las sendo totalmente ingratas, acabei desistindo delas em público.

Me dói ser anti-social, mas me dói alimentar as pessoas e não receber nenhuma migalha. Não que eu ache que todas minhas ações têm que voltar na mesma proporção, mas me surpreende as pessoas do meu caminho. Sempre fui rodeada de amigos e nomeada a conselheira, tenho um dom muito raro hoje em dia, ouvir. Ouvi de tudo, de todos, passava a mão pela cabeça, oferecia meu ombro, enxugava as lágrimas, nunca me incomodei de ter tal ocupação, mas meu labutar se tornou uma agonia, quando me vi aflita e os outros só queriam jogar sobre mim, suas mágoas e pesares. Me machuquei bastante e cai por terra, ás vezes nos enganamos e percebemos que as pessoas por quem alimentamos um grande sentimento, podem não gostar tanto assim de nós.

Fui descartando um a um da minha lista e aqui estou quase sozinha, vi que nesse mundo temos que ser meros enfeites para sobreviver. Não temos que nos importar com os sentimentos alheios, mas fingir que nos importamos, temos que mostrar gostar, mas gostar muito pouco e não esperar que as pessoas sejam tão boas quanto nós.

Eu não tenho motivação pra coisa alguma, nem de contar nada pra ninguém( a não ser vc blog), me tranquei, aprendi a não desabafar, apesar de ser louca pra alguém se interessar e ouvir a minha história, achar bonitinha e me dar um abraço.

P.S.: Espero que na faculdade eu ignore esse meu lado sentimental e consiga ao menos ter colegas decentes.

28.12.08

quem sou?


Com o tempo me aprofundei tanto em mim que se tornou quase impossível ter uma auto-opinião sobre o ser que me habita sem ser totalmente parcial. Falar das minhas qualidades ou defeitos talvez fosse superficial demais e de fato com essas descrições medíocres, você nunca entenderia, poderia até achar que sim, mas no fundo continuaria não sabendo quem eu sou.

Até tenho uma imensa vontade de explicar, mas não vejo como exatamente. É como um edifício, você pode ver fotos pela revista, ler um anúncio maravilhoso, mas vai ter que ir lá pra saber se encanações são boas mesmo. Então a fim de poupar futuras decepções, não acreditem definitivamente no que eu escrevo, pois talvez, aliás, com certeza eu me vejo de um jeito que você não vai ver.

Me by me

Tento ao máximo ser senhora das minhas vontades, faço exatamente o que me der na telha, ás vezes dá muito certo, outras vezes não. Nas vezes em que não dá tão certo assim, perco algumas coisas, algumas que eu posso recuperar outras não.Ai levanto, junto tudo e vou embora, pronta pra arriscar novamente.

Viajo com freqüência, para alguns lugares interiores, muito além de qualquer fronteira geográfica logo não se surpreenda se me pegar olhando para o vácuo com um meio sorriso, estarei beeem longe do chão.

Deixo as pessoas se aproximarem, mas poucas conseguem isso de verdade.

Faço o tipo extremamente dramático, gosto de tudo ao extremo, me entrego extremamente a minha filosofia, amo o extremo, defendo ao extremo, critico ao extremo, extremista total, assumi esse defeito a pouco tempo!

Tenho aversão à gente falsa e superficial , dissimulados todos somos, mas com moderação.

Não vou com a cara da burocracia, sou simples, crio o que eu quero, no momento que eu acho necessário, odeio seguir pré-determinações, me interesso por experimentar novos caminhos.

Tenho uma facilidade enorme de aceitar o novo, novas idéias são sempre bem vindas, eu me contento com as mínimas possibilidades de dar certo, prefiro tentar, depois analisar.

Não temo o fracasso e nenhum de nós deveria temê-lo afinal ele é só outra vertente das coisas, não temos que deixar ele pensar que pode nos destruir até porque se pensarmos assim ele realmente nos destruirá. Pensemos então que ele possa ser até belo pois é o que dá as nuances da vida, sem ele eu não estaria aqui. É como o mar, destrói seu castelo de areia pra você construir um melhor.

Então, sou simples,extremista ,cheia de caprichos e adepta do fracasso. Concorda ?

P.S.: Alguma dúvida, pode me consultar. Prazer Hanna Luara.

27.12.08

'levantando a auto estima


"Tenho horror a mulher perfeitinha.
Sabe aquele tipo que faz escova toda manhã, tá sempre na moda e é tão sorridente que parece garota-propaganda de processo de clareamento dentário?
E, só pra piorar, tem a bunda dura!? Pois então, mulheres assim são um porre. Pior: são brochantes. Sou louco? Então tá, mas posso provar a minha tese. Quer ver?

a - ESCOVA TODA MANHÃ: A fulana acorda as seis da matina pra deixar o cabelo parecido com o da Patrícia de Sabrit. Perde momentos imprescindíveis de rolamento na cama, encoxamento do namorado, pegação, pra encaixar- se no Padrão "Alisabel é que é legal". Burra.

b -
NA MODA: Estilo pessoal, pra ela, é o que aparece nos anúncios da Elle do mês. Você vê-la de shortinho, camiseta surrada e cabelo preso? JAMAIS. O que indica uma coisa: ela não vai querer ficar"desarrumada" nem enquanto tiver transando. É capaz até de fazer pose em busca do melhor ângulo perante o espelho do quarto. Credo.

c -
SORRISO INCESSANTE: Ela mora na vila do Smurfs? Tá fazendo treinamento pra Hebe? Sou antipática com orgulho - só sorrio para quem provoca meu sorriso. Não gostou? Problema seu. Isso se chama autenticidade, meu caro. Coisa que, pra perfeitinha, não existe. Aliás ela nem sabe o que a palavra significa, coitada.

d -
BUNDA DURA: As muito gostosas são muito chatas. Pra manter aquele corpão, comem alface e tomam isotônico (isso quando não enfiam o dedo na garganta pra se livrar das 2 calorias que ingeriram), portanto não vão acompanhá-lo nos pasteizinhos nem na porção de bolinho de arroz do sabadão.
Bebida dá barriga e ela tem HORROR a qualquer carninha saindo da calça de cintura tão baixa que o cós acaba onde começa a pornografia: nada de tomar um bom vinho com você. Cerveja? Esquece! Melhor convidar o Jorjão.
Pois é, ela é um tesão. Mas não curte sexo porque desglamouriza, se veste feito um manequim de vitrine do Iguatemi, acha inadmissível você apalpar a bunda dela em público, nunca toma porre e só sabe contar até quinze, que é até onde chega a seqüência de bíceps e tríceps.
Que beleza de mulher. E você reparou naquela bunda? Meu Deus...

Legal mesmo é mulher de verdade. E daí se ela tem celulite? O senso de humor compensa. Pode ter uns quilinhos a mais, mas é uma ótima companheira de bebedeira.
Pode até ser meio mal educada quando você larga a cueca no meio da sala, mas adora sexo. Porque celulite, gordurinhas e desorganização têm solução (e, às vezes, nem chegam a ser um problema).
Mas ainda não criaram um remédio pra futilidade. Nem pra dela, nem pra sua."
(Ailin Aleixo)

20.12.08

AHA!


Então, venho aqui falar pra todo mundo que eu passei no vestibular ! E que sou uma das pessoas mais felizes do mundo pelo menos por hoje, meus problemas aparentemente foram dissolvidos, apesar que já vejo outros surgindo. Mas hoje eu só quero ser a pessoa mais feliz do mundo por ter passado no vestibular.

Vestibular não é coisa de Deus, é um sistema fálido que dá prioridade a minoria causando elitização das faculdades, mas pouco me importa ! Eu passei, sou egoísta mesmo, só quero gritar bem altoo. EUUUU PASSEIIIIIIIIIII!

Passei em dois vestibulares, um para direito e um para enfermagem, mas vou cursar enfermagem, é o que eu quero. E fui nono lugar!
Meus próximos problemas serão: Como convencer a minha mãe que eu preciso morar sozinha ? Trabalhar ou não eis a questão !

Aguardem os próximos capítulos
.

P.S
.: A partir de hoje sou uma pessoa incomunicável, vou ajudar minha avó num povoado aqui perto que não pega nem celular, mas sobreviverei.

18.12.08

:(


Aqui vão minhas desculpas sinceras ser tão contraditória, mas o vestibular anda tirando minha paciência. Sinto-me como se tivesse que fazer uma prova pra confirmar o meu caráter, se eu for aprovada, fica evidente o quanto sou uma pessoa boa e capaz, mas se eu não passar fica claro o quanto eu sou uma merdinha, é lamentável! Estou com os nervos a flor da pele, não consigo fazer nada sem pensar se eu vou passar ou não. E isso vai de encontro a todos os meus princípios. Como é chato depender de uma prova pra mudar sua vida. Mas amanhã isso acaba. Se tiver condições emocionais posto aqui o próximo capítulo da minha vida de vestibulanda.

27.11.08

Fazendo as pazes



Há algum tempo eu nasci, me disseram que era a coisa mais linda do mundo,o que eu duvido porque bebês recém-nascidos são todos iguais,ou para falar a verdade parecem alienígenas, mas enfim, pelos relatos eu era uma criança maravilhosa que gostava de ir pra escola,de conversar com animais e de sorrir muito.E todo cuidado e carinho do mundo se concentrava na mão dos meus pais,que sem dúvida eram os melhores pais do mundo(me ajudavam na lição).
Eu sempre fui muito feliz, o cargo de filha única não me rendeu como muitos imaginam um milhão de presentes, mas muitos abraços e carinhos.Ganhei meu primeiro cachorro aos 7 anos,uma das minhas melhores conquistas. Tive bolsa de rodinhas,e um lápis de cor de 24 cores,um fogão e uma geladeira de boneca.Morria de medo do chupa-cabra e amava Sandy e jr..Queria ser bailarina quando crescer,mas tinha medo de fazer balé, por não saber escalar. Tomei gosto pela leitura já grandinha, meus livros preferidos da infância foram ‘A Bolsa Amarela’ e ’ Ritinha Está Crescendo’.Tinha um sonho de fazer uma franja,odiava pudim e cortado de abóbora com quiabo.Irmãos sempre me fizeram falta, até que eu arrumei alguns primos-irmãos. Dei algum trabalho anos atrás,quis ir embora e fui,mas voltei.
Hoje eu ainda sou feliz, tenho um pouquinho da criança maravilhosa que eu fui,um montão de adolescente estressada que eu sou, tenho meu cachorro de 10 anos, meus pais que não me acham mais tão fofinha assim,mas são tão bons e cuidadosos como antes. Descobri a felicidade num baú debaixo da minha cama, com chuva,arco-íris,doce de leite, bolacha de morango,praia,almoço no domingo,beijo na boca,morro, vento, cachoeira, caderno, cd ,carta,amor e amizade.

7.11.08

Quase Sem Rumo - El Niño

Eu hoje não me levo tão a sério
Me perco nesse tráfego aéreo
Não tenho nada mais pra explicar

Preso nesta areia movediça
Um segundo que não se finaliza
Uma eterna noite sem luar

Quase sem rumo
Tantas estrelas pra contar
Tantos lugares pra chegar

O mundo é uma bola de água e terra
Aqui todo ciclo se encerra
Como as estações que vêm e vão

Eu hoje não fico tão aflito
Já sei surfar na orla de um conflito
Com a água escorrendo pelas mãos

Quase sem rumo
Tantas estrelas pra contar
Tantos amigos pra encontrar

Todas as tribos
Lugares precisos
E o velho mundo pra conhecer

Tantos destinos
E eu clandestino
Na eterna busca de um prazer


enfim...o fim

Ainda me lembro do meu primeiro dia de aula na primeira série, como eu olhava para todos empolgada e minha cabeça fervilhando de milhões de idéias e perguntas, a escola era um bom lugar, como eu sentia prazer de estar ali, ouvir histórias, inventar histórias,cantar,ser eu expressando o auge da felicidade no meio de toda aquela gente. Os professores todos super atenciosos, na minha imaginação eram deuses míticos, começavam misturar fantasia e realidade para dar uma explicação ao mundo, incrementavam o universo de cores e luzes que eu trazia em mim dos meus sonhos.

Porém um dia a fantasia, a tolerância, o respeito acabou, eu esvaziei meu universo de cores e luzes e vi que meus professores não passavam de adultos arrogantes e céticos.Senti muitas saudades do que eu vivi um dia, busquei desesperadamente achar um colégio perfeito, mas hoje o bicho chamado vestibular, dominou tudo,aula de filosofia virou de biologia pra todo mundo passar em medicina e aula de artes virou matemática pra todo mundo ser engenheiro.

Nesse meu tempo de colégio acompanhei uma evolução clara, a evolução da perda de personalidade e desvalorização do simples. Se antes tudo era meio fantasioso, pensava-se primeiro em caráter e depois em canudo, hoje se tornou mais simples colocar um arreio chamado vestibular em todos os alunos transformando-os em burros de carga com uma educação padronizada que não prega nenhum senso crítico. Resumindo a escola virou uma máquina capitalista que não se importa ( na maioria da vezes) com o ser humano, preocupa-se em sustentar o egoísmo medíocre de pais e alunos que não conseguem enxergar nada além do próprio umbigo.

Estou de saída, mas aliviada, não por não gostar de estudar, mas por ter me livrado de tantos alienados ao meu redor ( com todo respeito). Colegas alienados, que apesar de já terem vivido anos suficientes não sabem o que é a vida, não sabem o que ajudar o próximo, não sabem querer mais do que garantir o seu próprio futuro. Professores alienados, que nos enfiavam absurdos guela abaixo sem sequer nos explicar mais um pouquinho do mundo real ou fazendo questão de nos desprezar ‘já que vc não sabe matemática, você é inútil’ pregando esse tipo de filosofia burra.

Me sinto privilegiada por não ter me estressado, nem ter arrancado meus cabelos nessa fase final e me acho incrível por ter sobrevivido. Parabéns pra mim.

27.10.08

Mais uma ...

Um crime que aconteceu andou mexendo com as minhas convicções. Eloá Cristina Pimentel, uma jovem de 15 anos fora seqüestrada pelo seu ex namorado Lindermberg Alves, que a manteve em cárcere privado por mais de 100 horas. Infelizmente a polícia não foi suficiente para dar ao crime um final “Feliz” depois de uma invasão mal sucedida a morte da jovem Eloá aconteceu.

Depois do mal feito, ouvi muitas pessoas dizendo querer linchar o Lindemberg, outras que colocavam a culpa na polícia, mas quase nenhuma que havia feito uma reflexão pessoal.

Eloá representou ao meus olhos, um fruto dos nossos dias frios e distante como pessoas que esqueceram seus valores e a humanidade, vi Eloá como um mártir, uma vertente da maldade que nos mesmo provocamos no ambiente em que vivemos.

Infelizmente a banalidade da violência hoje em dia, faz para alguns esse fato ser apenas mais um antes de um pior que virá. Acabamos sentindo pena, ódio, mas nunca compaixão e nem nunca nos perguntamos, Por que? O que fez chegar a esse ponto.

Normalmente quando assisto o jornal me cubro de insatisfação misturada com culpa que felizmente consigo reconhecer diante os fatos. E agora respondendo as perguntas anteriores, por que Eloá morreu? Por nossa causa, por sermos maus amigos, maus pais, maus professores... Enfim más pessoas. Não pensamos em ajudar ao próximo, sentimos preconceito e ao invés de ajudar um pobre que passa ao nosso lado simplesmente mudamos de calçada,enquanto isso pessoas que só precisariam de um sorriso para mudar de rumo, matam alguém na esquina a facadas.

Não passa pela nossa cabeça nenhum segundo o monstro que viramos e conseguimos fazer com que as pessoas ao nosso redor virassem também.Amizades, fraternidades perderam o sentido a não ser se for para praticar o mal, esses são os laços que mais unem atualmente.

Eloá morreu e muitas mais morreram, porque precisaram de uma conversa que não tiveram, de um apoio que não acharam, de uma consciência que não ensinaram. E muitos Lindembergs irão matar, pelos sorrisos que não receberam, pela compreensão que não tiveram, pelos amigos que não se preocuparam.

Enfim, só nos falta compreender que nós mesmo colocamos lenha na fogueira, o tempo todo.

19.10.08

:(


Em algum lugar, sempre haverá um cãozinho abandonado me impedindo de ser feliz .
Jean Anouilb


14.10.08

ora bolas!



Sempre defendi o esclarecimento político,mas nessas ultimas semanas adoraria esquecer que me tornei uma cidadã votante.Viver em cidade pequena não é fácil, definitivamente o que fazem aqui é pura politicagem, quase nada é sério, melhor e já ofendendo nada é sério

A ética se baseia nas calunias, quanto mais calunias melhor, quanto mais descaso as propostas melhor! É coisa de louco, ouvir um horário eleitoral aqui implica a presta atenção numa história minuciosa de que “o senhor regresso fulano de tal se separou da esposa que ficou doente” daí vocês tiram o resto. O clima eleitoral se resume em um final de novela das oito na globo, todo mundo da palpite e faz dos candidatos mocinhos e vilões, analisando toda sua vida pessoa (afetiva,econômica) e tudo mais que talvez não importe tanto assim para governar uma cidadezinha sem futuro.

- Vamos votar em fulano de tal, ele nos ajudou a arar nossa rocinha...

Queria fechar meus olhos e ignorar a existência de um novo documento em minha gaveta, oh título maldito, por que tem que me fazer passar por isso ! Quando me sujeitei a enfrentar uma fila no maior calor no fórum, pensei que ia virar uma pessoa séria analisando profundamente as propostas de um candidato e falando:

- De acordo com as minhas ideologias meu candidato é o melhor...

Podem falar: Pobre garota tão utópica!

"Quem tem amor sabe dar o perdão, Tem um bom coração, é amigo Quem tem amor não machuca Não deseja o mal nem pro inimigo Porque o amor não divide, o amor não agride O amor não castiga Onde existe o amor, não existe rancor, Não existe intriga"

13.10.08

Roupa suja, mal lavada



Nesses últimos dias eu tenho tido que pensar bastante, no que me aconteceu e que no vira acontecer.

Sou a mesma, mas mudei. Amo mais e não vejo mais o mundo da mesma maneira, ando achando inútil reclamar tanto, com o bumbum na cadeira, acho inútil descontar toda a raiva e frustração por o mundo não ser como eu quero nas pessoas, talvez você não entenda isso.

Isso se parece com egoísmo, e realmente é, temos que nos olhar por dentro para poder mudar alguma coisa lá fora. Lamentar e descontar em todos não resolve problemas nem paga as contas a não ser que vc seja um tipo de crítico cético. Cansei mesmo, hoje falo pra quem quer me ouvir e ainda exijo mais,um sorriso nos dentes no mínimo como pagamento.

Então não diga por ai que a culpa é minha que eu sou má e que te virei as costas, você já havia feito isso antes, só que dessa vez eu não corri atrás só segui meu caminho, em frente.

O que eu juntei em dez anos, não desfiz em dez minutos, mas dessa vez não, eu quero mais, eu quero sorrisos, planos, alegrias...não frustrações e mais pesos pr’eu carregar definitivamente amizade não é só isso.

5.10.08

Lição do dia !


1.Não há democracia na sua casa, aceite!

2.Se sentir adotada pela família dos seus amigos é uma ótima alternativa para consolar a sua carência fraterna!

3.10.08

28.9.08

Desejos


Há muito tempo eu sonhava com um grande amor, um amor diferente de todos (dos não muitos) que eu já vivi. Não me refiro a um amor exagerado, mas um amor verdadeiro, um amor que eu pudesse amar como irmão e também como amante, um amor que me aceitasse sem querer mudar minhas pequenas manias. Até então achava impossível, mas como um passe de mágica o destino se arranjou para realizar o meu desejo.

Certa vez quando eu era 7ª série e tinha uns 13 anos na hora do recreio me pus a observar um menino do 3º ano alto, bonito, mas que não me chamava atenção por isso, mas por sua namorada, que ele tratava tão bem. Olhei com um olhar feliz pro dois e desejei um dia ter um namorado tão bom quanto aquele. E uma vez minha me disse ‘Muito cuidado Luara com as coisas que você deseja, elas podem se tornar realidade.


O tempo foi passando, eu não percebia, mas o destino queria trabalhar para realizar meu sonho me botando cara a cara com o meu ‘príncipe encantado’ por três vezes, eu deixei passar batido, olhava pra ele e pensava que ele não seria quem eu esperava.Então quase perdi as esperanças e comecei a acreditar que amar era sofrer, assim nem me importava de ‘dar pérolas aos porcos’ sorrindo. Como era grande o meu engano, precisei sofrer sofrer e sofrer até acordar e ver que não era amor coisíssima nenhuma, muito pelo contrário era a falta dele, falta de amor antes de tudo por mim.

Parei por algum tempo e comecei a me amar, antes de toda e qualquer coisa, aí então finalmente o destino reconheceu que eu estava preparada para receber o meu grande presente, ele me deu a quarta chance. Estávamos então frente a frente de novo, eu e ele e dessa vez prontos para nos reconhecermos e percebemos que a nossa ligação era antes de tudo intergaláctica, que vinha lá dos céus, fora uma coisa totalmente premeditada. Talvez tenha demorado mais de um mês, pra entender e convencê-lo que era uma coisa fora do meu controle, era o meu desejo imutável, era meu amor incondicional, integral,absoluto, tudo que eu sempre sonhara.


E tudo foi se arrumando, da maneira mais despretensiosa possível, acontecendo debaixo dos meus olhos, eu me dava do jeitinho que eu sempre fui e ele aceitava da mesma maneira que se mostrava pra mim que também era de carne e osso. Compartilhamos alegrias e tristezas, triunfos e tragédias e principalmente sonhos. Então me amei para poder amá-lo com todas as forças que eu trago em meu coração, amo-o como irmão, como pai, como amante, como melhor amigo...amo-o como amo as forças que trouxeram ele pra mim.

P.S.: Quem eu tanto amo foi o menino do 3° ano de 2004, que eu observava enquanto desejava ter um amor de verdade um dia.

27.9.08

SEJA UM IDIOTA




A idiotice é vital para a felicidade.


Gente chata essa que quer ser séria, profunda e visceral sempre. Putz! A vida já é um caos, por que fazermos dela, ainda por cima, um tratado? Deixe a seriedade para as horas em que ela é inevitável: mortes, separações, dores e afins.

No dia-a-dia, pelo amor de Deus, seja idiota! Ria dos próprios defeitos. E de quem acha defeitos em você. Ignore o que o boçal do seu chefe disse. Pense assim: quem tem que carregar aquela cara feia, todos os dias, inseparavelmente, é ele. Pobre dele.

Milhares de casamentos acabaram-se não pela falta de amor, dinheiro, sexo, sincronia, mas pela ausência de idiotice. Trate seu amor como seu melhor amigo, e pronto.

Quem disse que é bom dividirmos a vida com alguém que tem conselho pra tudo,soluções sensatas, mas não consegue rir quando tropeça?

hahahahahahahahaha!...

Alguém que sabe resolver uma crise familiar, mas não tem a menor idéia de como preencher as horas livres de um fim de semana? Quanto tempo faz que você não vai ao cinema?

É bem comum gente que fica perdida quando se acabam os problemas. E daí,o que elas farão se já não têm por que se desesperar?

Desaprenderam a brincar. Eu não quero alguém assim comigo. Você quer? Espero que não.

Tudo que é mais difícil é mais gostoso, mas... a realidade já é dura; piora se for densa.

Dura, densa, e bem ruim.

Brincar é legal. Entendeu?

Esqueça o que te falaram sobre ser adulto, tudo aquilo de não brincar com comida, não falar besteira, não ser imaturo, não chorar, não andar descalço,não tomar chuva.

Pule corda!

Adultos podem (e devem) contar piadas, passear no parque, rir alto e lamber a tampa do iogurte.

Ser adulto não é perder os prazeres da vida - e esse é o único "não" realmente aceitável.

Teste a teoria. Uma semaninha, para começar.

Veja e sinta as coisas como se elas fossem o que realmente são:
passageiras. Acorde de manhã e decida entre duas coisas: ficar de mau humor e transmitir isso adiante ou sorrir...

Bom mesmo é ter problema na cabeça, sorriso na boca e paz no coração!

Aliás, entregue os problemas nas mãos de Deus e que tal um cafezinho gostoso agora?

A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso cante, chore,dance e viva intensamente antes que a cortina se feche!

Ailin Alexo

A Grogan,


*John Grogan (Detroit, 20 de março de 1957) é um jornalista e escritor estadunidense. Já era conhecido nos EUA por suas colunas, mas ficou conhecido no mundo todo pelo seu best-seller Marley & Eu (2005).

Você me inspirou bastante falando de uma espécie animal que é fundamental nas nossas vidas, e que muitas vezes, por nossa ingratidão se tornam esquecidos ou parecem menos importantes. E de modo que eu lia em seu livro a descrição de Marley, vi que não estava sozinha na responsabilidade de educar, não um mero animal, mas um dos meus melhores amigos, me senti entendida e não vou negar que também senti pena de você, porque eu tenho um poodle com alma de labrador, o que me fez lucrar com os desastres que ele não causou devido ao seu tamanho.

Quando eu ganhei meu primeiro poodle com alma de labrador, Doug, ele era extremamente fofo, e eu extremamente permissiva,com o tempo eu fui criando mais rigidez para poder educá-lo de uma maneira digna, tentei o máximo que pude, porém eu naufraguei em quase todas tentativas e aqui está meu poodle com 10 anos entendendo muito pouco sobre disciplina.

No passar da sua vida ele já se metera por tantas enrascadas que é até difícil contar todas. Quando filhote era costume fugir, uma vez foi tão longe que o encontramos nos braços de um padre de uma igreja de outro bairro, outra fugiu e ao atravessar a rua um ônibus vinha em sua direção, fechei os olhos pra não ver o que ia acontecer, o desfecho parecia trágico, mas o motorista de lá de cima freou em cima da minha minúscula bolinha de pêlos brancos.

Quando adolescente enquanto construíamos nossa nova casa, ele ficou confinado na casa da minha bisavó, que chegava a parecer uma pequena granja com galinhas, cochos, terreiros, poleiros e tudo que se tem direito. Ele fazia uma festa e o meu pequeno poodle branco, já não era mais tão branco assim, ele entrava dentro dos cochos todos enlodados, enfiando o nariz na água e andando em círculos, aliás correndo em círculos, quando finalmente parava, creio que já tonto, estava todo encharcado e sujo de lodo e tinha uma terrível mania de perseguir as galinhas e corria freneticamente atrás de cada uma delas, logo ganhou o apelido de bodinho.Definitivamente sua estadia lá custou o juízo da minha tia, da minha bisavó e pior, dos cachorros dela, pela sua incompatibilidade com outros animais.

Depois de voltar ao lar, ele teve então devolvido todos seus mimos que eu e minha mãe tínhamos acostumado-o como: tomar banho no chuveiro de água quente, dormir no tapete do lado da cama, comer porções enorme de comida com direito a repetição...uma vida de reizinho tudo em troca da sua eterna alegriazinha.Lembro que minha brincadeira preferida era deitar no chão e esperar ele vir com o seu rabinho balançando para morder meus pés e bagunçar meu cabelo, ele foi um dos poucos amigos que eu tive durante a minha infância.

Mas voltando para suas aventuras, já mais crescidinho e em sua nova casa, certa vez a empregada foi regar as árvores da calçada de casa e deixou o portão aberto, uma ótima oportunidade para ele sair e fazer xixí em toda rua, e foi o que ele planejava fazer se não fosse por um enorme rotwaller estar na calçada vizinha, quando ele saiu com seu espírito de lutador de boxe, ou sei lá o que ele imagina que seja, só tenho certeza que ele n se vê como um poodle com menos de 50 cm e 5 quilos, foi então correndo de encontro ao enorme vizinho latindo e ladrando, a empregada em vez de me chamar, esperou o acontecido acontecer, Doug foi mordido duas vezes pelo grandão. Quando eu ouvi os latidos furiosos fui correndo ver como se já pressentisse alguma coisa, mas quando eu sai ao portão era tarde demais, entrei em pânico ao ver meu cachorro sangrando, liguei pro meu pai imediatamente, ele não demorou a chegar e me levar para o veterinário, que nos atendeu prontamente.Raspou o pêlo ao redor do corte, para visualizar o tamanho dos estragos, eram dois cortes: um na barriga e um no pescoço, a largura não era um problema mas a profundidade sim. O médico examinou fez uma cara estranha e virou para me falar:

- Vamos fazer uma sutura e fechar os dois cortes, porém há risco de ter perfurado algum órgão e se isso ocorrer, será necessária uma cirurgia muito cara que poderá arriscar a vida do cão.

Gelei, fiquei azul, branca, de toda cor, nem respondi, meus olhos encheram d’água e ele pediu pra assistente me tirar da sala, chegando lá fora permaneci calada, mas chorar era inevitável. Me debulhei em lágrimas, pensava que ainda era tão cedo para perder meu pequeno amiguinho. Depois de meia hora ele passou alguns remédios e me deixou levá-lo para casa para acompanhar se ele se recuperava ou não.

Foram dias longos dando soro de dez em dez minutos a Doug, dando remédio e vendo os pontos se fecharem com certa dificuldade, o da barriga era o mais complicado, porque ele insistia em lamber, o levamos ao veterinário de novo e Doug pela sua saliência foi obrigado a usar uma pescoceira, que não lhe caia nada bem. Por outro lado esse acidente fez nossa família mais unida, até meu pai que não assumira até então que gostava de cachorros se solidarizou com o frágil e esperto Doug, conforme se passaram semanas, Doug foi melhorando gradativamente, logo estava correndo e latindo e graças a Deus não houve perfuração aparente,ufa que alívio.

E todo dinheiro e cuidado foram recompensado quando chegávamos e ele vinha com as patinhas estendidas em nosso colo, com aquele rabinho levantado eternamente balançando, com aquela cara divertida que só ele têm.

Até agora em sua velhice Doug ainda apronta muito: morde crianças, faz xixi no tapete, caça lagartixas, corre na chuva.Nada durante todos esses anos apagou seu eterno brilho esfuziante de filhote elétrico,espero que ele ainda me dê alguns trabalhos, pois a vida sem ele seria muito sem graça, ele é um dos poucos que me entende quando eu choro sem motivo e sempre por mais nervosa que eu possa estar ele só queria ficar ao meu lado. Ahh Doug como eu sou grata a você.



...

desapegar   v. tr. 1.  Despegar. 2.  Fazer perder a afeição a. v. pron. 3.  Perder a afeição a. 4.  Perder o interesse, o e...