27.7.10
Definições
Lembrança é quando, mesmo sem autorização, seu pensamento reapresenta
um capítulo.
Angústia é um nó muito apertado bem no meio do sossego.
Preocupação é uma cola que não deixa o que ainda não aconteceu sair
de seu pensamento.
Indecisão é quando você sabe muito bem o que quer mas acha que devia querer outra coisa.
Certeza é quando a idéia cansa de procurar e pára.
Intuição é quando seu coração dá um pulinho no futuro e volta rápido.
Pressentimento é quando passa em você o trailer de um filme que
pode ser que nem exista.
Vergonha é um pano preto que você quer pra se cobrir naquela hora.
Ansiedade é quando sempre faltam muitos minutos para o que quer
que seja.
Interesse é um ponto de exclamação ou de interrogação no final do sentimento.
Sentimento é a língua que o coração usa quando precisa mandar algum recado.
Raiva é quando o cachorro que mora em você mostra os dentes.
Tristeza é uma mão gigante que aperta seu coração.
Felicidade é um agora que não tem pressa nenhuma.
Amizade é quando você não faz questão de você e se empresta pros outros.
Culpa é quando você cisma que podia ter feito diferente mas, geralmente,
não podia.
Lucidez é um acesso de loucura ao contrário.
Razão é quando o cuidado aproveita que a emoção está dormindo e assume
o mandato.
Vontade é um desejo que cisma que você é a casa dele.
Paixão é quando apesar da palavra ¨perigo¨ o desejo chega e entra.
Amor é quando a paixão não tem outro compromisso marcado.
Não... Amor é um exagero... também não.
Um dilúvio, um mundaréu, uma insanidade, um destempero, um despropósito, um descontrole, uma necessidade, um desapego?
Talvez porque não tenha sentido, talvez porque não tenha explicação,
Esse negócio de amor, não sei explicar.
Mário Prata
22.7.10
=D
17.7.10
Não Me Deixe Só

"Não me deixe só
Eu tenho medo do escuro
Eu tenho medo do inseguro
Dos fantasmas da minha voz
Não me deixe só
Tenho desejos maiores
Eu quero beijos intermináveis
Até que os olhos mudem de cor
Não me deixe só
Eu tenho medo do escuro
Eu tenho medo do inseguro
Dos fantasmas da minha voz
Não me deixe só
Que o meu destino é raro
Eu não preciso que seja caro
Quero gosto sincero do amor
Fique mais, que eu gostei de ter você
Não vou mais querer ninguém
Agora que sei quem me faz bem
Não me deixe só
Que eu saio na capoeira
Sou perigosa, sou macumbeira
Eu sou de paz, eu sou do bem mas
Não me deixe só
Eu tenho medo do escuro
Eu tenho medo do inseguro
Dos fantasmas da minha voz ..."
14.7.10
Aos meus irmãos.
Desde que eu nasci sou filha única, uniquissíma, sozinha, alone. Fui a criança mais insistente do universo no que se diz a respeito de pedir irmãozinhos, mesmo assim nenhum ser humano foi capaz derealizar meu desejo, logo forças sobrenaturais que me perseguem se incubiram de tal missão .A situação era crítica elas olharam lá de cima e vislumbraram uma pequena criança conversando com as paredes e com os animais (quaisquer que fossem e eles respondiam),tinham que intervir antes que virasse caso de insanidade mental. Assim as forças tardaram, mas chegaram.
Ganhei minha primeira irmã, aos seis anos. Do nada. Um belo fim de semana lá estava ela, nessa época não éramos bem irmãs, ela não foi com a minha cara. Eu perguntei o seu nome e ela me ignorou, mas coitada se pensou que ia se livrar de mim. Era um irmã de fim de semana, minha única amiga que morava a 100 km. Eu esperava por longos 5 dias para vê-la e depois o sábado chegava, eu corria, brincava, conversava conseguia ser uma criança normal, dois dias por semana. Ela me salvou de uma infância mórbida e sem graça. Seu nome é Tamires, ela tem feições de índia, voz meiga e muita paciência. Sempre foi assim.
Meu segundo irmão veio em circunstancias nada alegres.Veio como uma encomenda direto em minha porta. Fechei a cara, fiz birra e não, não aceitavam devoluções. Ele era diferente de mim, elétrico, mimado, competitivo, falava alto, aff, resumindo: tudo que eu odiava em um só ser. E ainda por cima roubava minha mãe, êpaaaaaaaaaa mexer com mãe é covardia, mas era assim mesmo. A mãe que era todinha minha agora era nossa e pra ser mais sincera mais dele do que minha :@
Anos de raiva passei com ele, até que o destino por meio de circunstâncias muito tristes outra vez nos colocou todos juntos. Eu e meu dois irmãos enviados. Breno, Luara e Tamires ou Du, Dudú e Edu se preferir. Mas incrivelmente acirramos os ânimos e nos tornamos uma família à parte. Foram três anos, três anos da maior cumplicidade que eu já vi existir. Problema nenhum era tão grande que nossa força não pudesse superar. Eu e tamires já éramos caso antigo, nos gostávamos de graça, sem explicação desde sempre. Eu e Breno, não nos gostávamos tanto assim, mas desde que nos gostamos foi de verdade e se selou como eterno.
Hoje crescemos, no caso meu e de Breno bastante foi para os lados, cada um foi seguiu com sua vida em algum lugar, mas é incrível nossa sincronicidade e amor incondicional um pelos outros, isso nada nem ninguém apaga ou faz se quer diminuir. Obrigado destino pelo meu melhor presente, meus irmãos.
8.7.10
Insueto

No meio de tantas pedras vi um breve flamejar, meus olhos se fecharam, não acreditei que tivesse algo de valor no meio do deserto. Virei as costas e fui embora, mas como numa quimera, vi o mesmo montinho de pedras com uma coisinha cintilante mais adiante. Sorri pus a mão na cabeça e pensei: 'Como pode no meio de um deserto?'
Rendi-me a curiosidade, espalhei as pedras ao redor e segui o brilho. Tinha me enganado. Ainda bem. Era uma coisa de muito valor e estava ali pedindo pra ser minha. E eu disse sim. Achei um diamante no deserto que é muito mais raro.
24.6.10
Retrospectiva 2009/2010
Mais uma vez sonhava que ia ser um Oasis, ia ter passe livre pra qualquer aventura e mais uma vez me enganei. Depois do meu aniversario de 18 anos tive uma crise de abstinência aguda, abstinência da vida. Sim, passei metade dos meus reles 18 anos trancada em casa,comendo as paredes e sendo devorada pelo tédio.
Então, tirei os últimos seis meses para despirocaçao total. Sim, me alforriei e provei a mais insana liberdade. E quer saber ? Não foi tão legal assim, total free, não é o meu estilo. Sou uma menininha boba tocadora de piano, meus 18 anos enclausurada me fizeram assim, apreciadora do silêncio, da morbidez, do calor das coisas. Tem coisas que nunca mudam, eu não estou pronta pra vida, não to. Não virei adulta com 18 anos.
Resumindo, aos meus 18 anos aprendi que tenho muito a aprender e que se magoar nunca é demais quando se trata de mim. Provei os dois lados da moeda e nenhum me fez plenamente feliz. O problema não é com a vida é comigo !
over
Gerânio

"Ela que descobriu o mundo
E sabe vê-lo do ângulo mais bonito
Canta e melhora a vida, descobre sensações diferentes
Sente e vive intensamente
Aprende e continua aprendiz
Ensina muito e reboca os maiores amigos
Faz dança, cozinha, se balança na rede
E adormece em frente à bela vista
Despreocupa-se e pensa no essencial
Dorme e acorda
Conhece a Índia e o Japão e a dança haitiana
Fala inglês e canta em inglês
Escreve diários, pinta lâmpadas, troca pneus
E lava os cabelos com shampoos diferentes
Faz amor e anda de bicicleta dentro de casa
E corre quando quer
Cozinha tudo, costura, já fez boneco de pano
E brinco para a orelha, bolsa de couro, namora e é amiga
Tem computador e rede, rede para dois
Gosta de eletrodomésticos, toca piano e violão
Procura o amor e quer ser mãe, tem lençóis e tem irmãs
Vai ao teatro, mas prefere cinema
Sabe espantar o tédio
Cortar cabelo e nadar no mar
Tédio não passa nem por perto, é infinita, sensível, linda..."
23.6.10
13.6.10
E uma risada riu na hora errada

Me dei como apaixonada quando ouvi aquela risada ecoando no meu pensamento sem parar. Me peguei perguntando mil vezes o que fazer pra vc me notar. Sabe,naquele dia em que te vi, de repente um flash de cinco segundos piscou em minha mente. Eu te olhei e vi tudo que eu sempre quis (quem me dera fosse um deja vu). Cinco segundos. Cinco segundos que poderiam ser um aviso ou um devaneio qualquer. Fiquei viajando no futuro, imaginando que se fosse, poderia ser perfeito. Poderia ser. Apostei todas minhas fichas e minha empolgação no aviso. Porém os dias reais foram passando e as engraçadas circunstâncias que me levaram à vc acabaram ficando pra trás.
Eu sei, fiz burrices&bizarrices à la vonté. Ficar ‘apaixonada’ requer prática e apesar de todo meu longo histórico romântico estou bem enferrujada nesse ramo. Logo, todo meu tato pra não te assustar foi em vão, libertei o meu monstrinho, você conheceu o meu lado mais frágil, a insegurança. Maldita vontade de ter e não possuir. Nunca me dei bem com isso, sou filha única e antigamente meus olhinhos me ajudavam mais.
Não sei se há concerto. Eu me julgo e meto os pés pelas mãos, tento não pensar no que vc está pensando, mas já é tarde demais. Isso é utopia. Queria ter um jeito pra falar, aliás mais que falar, queria te mostrar. Pegar na tua mão, entrar no meu mundo, atravessar os espelhos e te tirar do cercadinho dos banais. Mostrar que apesar de esperar muito das pessoas a gente sempre acaba subestimando a real capacidade que elas têm de nos fazer feliz. E voltar a ser eu, sem medinhos medíocres.
Porém nem todos os dias são de sol e as expectativas não fazem das coisas reais e agora o que restou, uma dor de cotovelo e uma risada ecoando, ecoando, ecoando.
7.6.10
Manifesto Antropófago
Só a Antropofagia nos une. Socialmente. Economicamente. Filosoficamente.
Única lei do mundo. Expressão mascarada de todos os individualismos, de todos os coletivismos. De todas as religiões. De todos os tratados de paz.
Tupi, or not tupi that is the question.
Contra todas as catequeses. E contra a mãe dos Gracos.
Só me interessa o que não é meu. Lei do homem. Lei do antropófago.
Estamos fatigados de todos os maridos católicos suspeitosos postos em drama. Freud acabou com o enigma mulher e com outros sustos da psicologia impressa.
O que atropelava a verdade era a roupa, o impermeável entre o mundo interior e o mundo exterior. A reação contra o homem vestido. O cinema americano informará.
Filhos do sol, mãe dos viventes. Encontrados e amados ferozmente, com toda a hipocrisia da saudade, pelos imigrados, pelos traficados e pelos touristes. No país da cobra grande.
Foi porque nunca tivemos gramáticas, nem coleções de velhos vegetais. E nunca soubemos o que era urbano, suburbano, fronteiriço e continental. Preguiçosos no mapa-múndi do Brasil.
Uma consciência participante, uma rítmica religiosa.
Contra todos os importadores de consciência enlatada. A existência palpável da vida. E a mentalidade pré-lógica para o Sr. Lévy-Bruhl estudar.
Queremos a Revolução Caraiba. Maior que a Revolução Francesa. A unificação de todas as revoltas eficazes na direção do homem. Sem n6s a Europa não teria sequer a sua pobre declaração dos direitos do homem.
A idade de ouro anunciada pela América. A idade de ouro. E todas as girls.
Filiação. O contato com o Brasil Caraíba. Ori Villegaignon print terre. Montaig-ne. O homem natural. Rousseau. Da Revolução Francesa ao Romantismo, à Revolução Bolchevista, à Revolução Surrealista e ao bárbaro tecnizado de Keyserling. Caminhamos..
Nunca fomos catequizados. Vivemos através de um direito sonâmbulo. Fizemos Cristo nascer na Bahia. Ou em Belém do Pará.
Mas nunca admitimos o nascimento da lógica entre nós.
Contra o Padre Vieira. Autor do nosso primeiro empréstimo, para ganhar comissão. O rei-analfabeto dissera-lhe : ponha isso no papel mas sem muita lábia. Fez-se o empréstimo. Gravou-se o açúcar brasileiro. Vieira deixou o dinheiro em Portugal e nos trouxe a lábia.
O espírito recusa-se a conceber o espírito sem o corpo. O antropomorfismo. Necessidade da vacina antropofágica. Para o equilíbrio contra as religiões de meridiano. E as inquisições exteriores.
Só podemos atender ao mundo orecular.
Tínhamos a justiça codificação da vingança. A ciência codificação da Magia. Antropofagia. A transformação permanente do Tabu em totem.
Contra o mundo reversível e as idéias objetivadas. Cadaverizadas. O stop do pensamento que é dinâmico. O indivíduo vitima do sistema. Fonte das injustiças clássicas. Das injustiças românticas. E o esquecimento das conquistas interiores.
Roteiros. Roteiros. Roteiros. Roteiros. Roteiros. Roteiros. Roteiros.
O instinto Caraíba.
Morte e vida das hipóteses. Da equação eu parte do Cosmos ao axioma Cosmos parte do eu. Subsistência. Conhecimento. Antropofagia.
Contra as elites vegetais. Em comunicação com o solo.
Nunca fomos catequizados. Fizemos foi Carnaval. O índio vestido de senador do Império. Fingindo de Pitt. Ou figurando nas óperas de Alencar cheio de bons sentimentos portugueses.
Já tínhamos o comunismo. Já tínhamos a língua surrealista. A idade de ouro.
Catiti Catiti
Imara Notiá
Notiá Imara
Ipeju*
A magia e a vida. Tínhamos a relação e a distribuição dos bens físicos, dos bens morais, dos bens dignários. E sabíamos transpor o mistério e a morte com o auxílio de algumas formas gramaticais.
Perguntei a um homem o que era o Direito. Ele me respondeu que era a garantia do exercício da possibilidade. Esse homem chamava-se Galli Mathias. Comia.
Só não há determinismo onde há mistério. Mas que temos nós com isso?
Contra as histórias do homem que começam no Cabo Finisterra. O mundo não datado. Não rubricado. Sem Napoleão. Sem César.
A fixação do progresso por meio de catálogos e aparelhos de televisão. Só a maquinaria. E os transfusores de sangue.
Contra as sublimações antagônicas. Trazidas nas caravelas.
Contra a verdade dos povos missionários, definida pela sagacidade de um antropófago, o Visconde de Cairu: – É mentira muitas vezes repetida.
Mas não foram cruzados que vieram. Foram fugitivos de uma civilização que estamos comendo, porque somos fortes e vingativos como o Jabuti.
Se Deus é a consciênda do Universo Incriado, Guaraci é a mãe dos viventes. Jaci é a mãe dos vegetais.
Não tivemos especulação. Mas tínhamos adivinhação. Tínhamos Política que é a ciência da distribuição. E um sistema social-planetário.
As migrações. A fuga dos estados tediosos. Contra as escleroses urbanas. Contra os Conservatórios e o tédio especulativo.
De William James e Voronoff. A transfiguração do Tabu em totem. Antropofagia.
O pater famílias e a criação da Moral da Cegonha: Ignorância real das coisas+ fala de imaginação + sentimento de autoridade ante a prole curiosa.
É preciso partir de um profundo ateísmo para se chegar à idéia de Deus. Mas a caraíba não precisava. Porque tinha Guaraci.
O objetivo criado reage com os Anjos da Queda. Depois Moisés divaga. Que temos nós com isso?
Antes dos portugueses descobrirem o Brasil, o Brasil tinha descoberto a felicidade.
Contra o índio de tocheiro. O índio filho de Maria, afilhado de Catarina de Médicis e genro de D. Antônio de Mariz.
A alegria é a prova dos nove.
No matriarcado de Pindorama.
Contra a Memória fonte do costume. A experiência pessoal renovada.
Somos concretistas. As idéias tomam conta, reagem, queimam gente nas praças públicas. Suprimarnos as idéias e as outras paralisias. Pelos roteiros. Acreditar nos sinais, acreditar nos instrumentos e nas estrelas.
Contra Goethe, a mãe dos Gracos, e a Corte de D. João VI.
A alegria é a prova dos nove.
A luta entre o que se chamaria Incriado e a Criatura – ilustrada pela contradição permanente do homem e o seu Tabu. O amor cotidiano e o modusvivendi capitalista. Antropofagia. Absorção do inimigo sacro. Para transformá-lo em totem. A humana aventura. A terrena finalidade. Porém, só as puras elites conseguiram realizar a antropofagia carnal, que traz em si o mais alto sentido da vida e evita todos os males identificados por Freud, males catequistas. O que se dá não é uma sublimação do instinto sexual. É a escala termométrica do instinto antropofágico. De carnal, ele se torna eletivo e cria a amizade. Afetivo, o amor. Especulativo, a ciência. Desvia-se e transfere-se. Chegamos ao aviltamento. A baixa antropofagia aglomerada nos pecados de catecismo – a inveja, a usura, a calúnia, o assassinato. Peste dos chamados povos cultos e cristianizados, é contra ela que estamos agindo. Antropófagos.
Contra Anchieta cantando as onze mil virgens do céu, na terra de Iracema, – o patriarca João Ramalho fundador de São Paulo.
A nossa independência ainda não foi proclamada. Frape típica de D. João VI: – Meu filho, põe essa coroa na tua cabeça, antes que algum aventureiro o faça! Expulsamos a dinastia. É preciso expulsar o espírito bragantino, as ordenações e o rapé de Maria da Fonte.
Contra a realidade social, vestida e opressora, cadastrada por Freud – a realidade sem complexos, sem loucura, sem prostituições e sem penitenciárias do matriarcado de Pindorama.
OSWALD DE ANDRADE Em Piratininga Ano 374 da Deglutição do Bispo Sardinha." (Revista de Antropofagia, Ano 1, No. 1, maio de 1928.)
5.6.10
Flashback
Sozinha eu sou inteira, não metade, me sustento dos meus ideais, não da vida alheia. Sempre fiz questão de ser completa, de não precisar de ninguém para ser quem eu sou. Sou o contrário, dou preferência aos impulsos invés das decisões esperadas pela maioria.
Gosto de cachorros e de fazer graça, choro por tudo, é inevitável.Tenho grandes ambições apesar do meu 1.54.Sofro por ter opinião definida sobre muita coisa, por ser crítica, por falar: ‘não é assim não’ ,ás vezes sou bem inflexível,mas sei quando dar o braço a torcer e engolir um monte de abobrinha.
E não tenho pretensão de que todos me adorem, mas gostaria muito que alguém me amasse de verdade, que me defendesse, que acreditasse em mim, que simplesmente me admirasse pelo o que eu sou e tb pelo o que não sou. E que fosse mais,mais que todas pessoas que nos cercam, bem mais que todas as opiniões mesquinhas e efêmeras, totalmente superficiais a respeito do que é amar e do que as pessoas devem ser. Só isso. :D
Ciclo Vicioso
- Quem me dera que fosse aquela loura estrela,
que arde no eterno azul, como uma eterna vela !
Mas a estrela, fitando a lua, com ciúme:
- Pudesse eu copiar o transparente lume,
que, da grega coluna á gótica janela,
contemplou, suspirosa, a fronte amada e bela !
Mas a lua, fitando o sol, com azedume:
- Misera ! tivesse eu aquela enorme, aquela
claridade imortal, que toda a luz resume !
Mas o sol, inclinando a rutila capela:
- Pesa-me esta brilhante aureola de nume...
Enfara-me esta azul e desmedida umbela...
Porque não nasci eu um simples vaga-lume?
28.5.10
Nonsense

É tão triste ficar sem escrever querido blog, poucas coisas em minha vida me dão tanto remorso, como não atualizar você. Enfim, evito usá-lo como um diário direto, mas na falta do que fazer, melhor fazê-lo. E durante esses últimos tempos eu só posso definir minha vida com uma palavra, interessante. É, bem vago, mas é exato. Tenho tomado caminhos, certos e errados, conhecido pessoas, boas e nem tão boas assim, tenho reconhecido pessoas, que perdi pela estrada, tenho me apaixonado por muitas ‘coisas’ ... humm e aprendi na prática o significado da palavra mobilidade. E sabe o que é mais interessante, minha descoberta do quão espaçosa é a vida, é difícil explicar, tão grande e ao mesmo tempo tão pequena. Mas ela é espaçosa sim, cabe tudo que eu quiser, só eu querer. Soou meio nonsense, né ? E o que seria de mim de soubesse ser clara ? A exatidão das coisas se faz através do embaraço dos pensamentos? Não ? Sim!
3.5.10
15.4.10
cinza ou dourado ?

Caminhava por uma rua de paralelepípedos duros, enfileirados, frios e sem graça, caminhar por ali era fácil,eu não corria o risco de tropeçar.Encontrava pessoas tão igualmente duas, enfileiradas, frias e sem graça por todo caminho. Até que em um dia bem ensolarado enquanto atravessava a rua cinza me deparei com uma coisa nova, uma nova rua. Essa rua era diferente, tinha tijolos amarelos, quase dourados que me ofuscavam a visão . Olhando com os olhinhos apertados consegui ver, alegres pierrôs, dançantes bailarinas coloridas, árvores de algodão doce e cachorrinhos sem coleiras. PLIM meu coração estrebuchou. Não seria ali que eu deveria estar ?
Sentei em um paralelepípedo desalinhado no meio do caminho arfando de tanta ansiedade, minha pele mal me cabia e minha cabeça rodopiante estava lá, podia ouvir as gargalhadas misturada aos latidos só de imaginar, mas meu corpo inerte permanecia parado em uma pedra, em um caminho de pedras estúpidas e cinzas.
Pensava: “Meu dilema seria fácil ou não existiria se não fosse pelo fato do caminho cinza dar exatamente em um lugar, eu sabia onde era, os que voltavam de lá falavam maravilhas, já o bonitinho caminho amarelinho é uma incógnita pra mim. E se ele não me levar ao paraíso?
Os dias passam parecem séculos e eu aqui sentada afim de saber se minha vã alma é: uma bailarina ou um bloco de concreto.
13.4.10
Quem procura acha, acha mesmo.

Revirando o meu lixo, achei você, só que diferente. Você, construindo palácios e castelos, mas surpresa! Eu não era a princesa. E era tudo tão bonito e eu reconhecia aquela paisagem de algum lugar, talvez dos meus sonhos, pois de fato nunca me pertenceu.
Confesso senti uma pontada no peito,um desgosto amargo, mesmo sabendo, não esperava. Que tudo que eu guardei pra alguém, esse mesmo alguém tivesse dado a outrém
Chatiei-me, apagaram se as luzes e pintaram tudo de cinza, só me restou à alternativa de jogar o lixo fora (de novo) e observar a alegria alheia se apossando do que nasceu pra ser meu. Só meu só meu, só meu, só meu...
Caetano Veloso
8.4.10
15.3.10
Para a Tristeza

"Companheira, sei que vc vai chorar quando ler esta carta. Vai ser difícil para mim, pois me acostumei à sua presença, porém não vejo mais motivos para continuarmos juntas.
Perdi anos de minha vida ao seu lado, tristeza, acreditando que o amor não existe e o mundo não tem jeito. Vc é péssima conselheira.
Chegou a hora de dar chance à alegria, que há muito tem mostrado interesse em passar um tempo comigo.
Desde criança, abro mão de muita coisa por vc. Festas a que não fui porque vc não me deixou ir, paisagens lindas nas quais não reparei porque vc exigiu de mim total atenção.
Quero de volta meus discos de dance music, que vc tirou da prateleira. E minhas roupas estampadas, que sumiram do meu armário depois que vc se instalou aqui.
Quero ver a vida por outros olhos, que não os seus. Quero beber por outros motivos, que não afogar vc dentro de mim.
Como disse Lulu hj de manhã no carro a caminho do trabalho: Não te quero mal, apenas não te quero mais."
Fernanda Young
8.3.10
Up ME

Dos filmes sempre fica alguma coisa, alguns vc se esquece no outro dia, de outros vc se lembra o resto da vida, assim foi pra mim com Up - Altas Aventuras. É, um desenho, a primeira vista só mais uma animação boba e infantil, mas está longe de ser isso. Eu sei que quem assistiu comigo não entendeu toda minha comoção e todo meu ar de semelhança com ele, mas eu senti algo especial, uma reflexão que até hoje não me saiu da cabeça, debulhei-me em lágrimas ao perceber tão claramente que ali era eu, que fui eu quem esqueci meus sonhos num baú, que abandonei-os sem piedade alguma, vivendo efemeramente uma realidade alheia. Esperando dia após dia a libertação, aguardando o dia em que enfim eu viveria, mas esse dia não existe.Hoje eu sei, antes não sabia que a vida se faz todos os dias e reescrever a minha história e realizar meus sonhos está em minhas mãos .
E o dug me faz chorar só de lembrar quão alguns seres podem fazer diferença em nossas vidas, podem nos amar tão puramente desejando o mínimo em troca, um grande exemplo de como deveríamos ser com as pessoas ao nosso redor, quanta diferença a fidelidade ao amor faz.
Engraçado como uma só música trás a tona todos os sentimentos que eu demorei a sentir, felizmente não fora tarde demais.
Trilha de up (married life)
http://www.youtube.com/watch?v=93jxkqG0gWc
4.3.10

Já ouviram a expressão, no fundo do meu poço existe uma mola ? Pois é, ela se emprega perfeitamente a mim. Nas oscilações do meu ser é bem perceptível que eu preciso ir até o fundo do poço, pra voltar melhor, bem melhor. Minha ultima lição tem haver com a liberdade da alma, tem haver com questões do meu eu interior . Mais uma vez a vida me mostrou e ainda passou na minha cara que meu egoísmo não me leva a lugar algum. Felizmente me criei sem medo do sofrimento, sofro esperando por esse momento, a ascensão, que cada vez é mais completa ! ____(it never felt so good)
28.2.10
25.2.10
Cotas SIM!

Caros amigos pra quem não sabe, eu voltei a vida de vestibulanda, é outra vez sim, estou no cursinho ! E por aqui anda o maior burburinho em relação à adesão do sistema de cotas pela universidade federal. Ando ouvindo cada absurdo, pessoas realmente não tem esclarecimentos e embasadas em preconceitos andam distribuindo asneiras por aqui. Então em resposta a tudo que eu ouço proponho uma reflexão. Pensem comigo, é justo que uma universidade federal (de grátis) tenha em seu corpo discente quase que 90 % de alunos que podem pagar pelos seus cursos e estudaram em escolas particulares a vida toda ? Ao mesmo tempo que estudantes do sistema público de educação, de baixa renda se endividam por financiamentos ou perdem de vista qualquer oportunidade de cursar o tão esperançoso curso superior.É justo ? E os negros ? Que foram submetidos às mais desumanas humilhações, durantes décadas (imaginem o quanto se perdeu ) e depois do nada, sem nada, por nada foram libertos sem nenhum auxílio, nem se quer um pedido de desculpas, como se maltratar e aproveitar de um ser humano fosse uma coisa normal, foi tchau e pronto. E a perspectiva de vida, como começar tudo do zero? Sem credibilidade, sem confiança, sem esperanças?
É justo eu falar que não é justo deixar entrar àqueles que merecem tanto como nós uma chance ( que fora negada por toda uma existência) ?É justo eu usar da minha melhor condição pra desmerecer (até mesmo intelectualmente) alguém que não escolheu passar por isso, que não escolheu nascer em um país em que o sistema educacional é deficitário e não oferece vaga para todos que sonham em mudar o mundo. Um país que dá para os seus filhos deveres iguais e direitos diferentes. Como não achar justo, o óbvio ?!
*Hanna Luara não é cotista e em função das cotas teve a concorrência do seu curso aumentada em quase 10 candidatos por vaga, mas mesmo assim acha que o sistema de cotas é válido e é o mínimo que pode ser feito para a democratização e inclusão da maioria de estudantes injustiçados pelo sistema educacional ( de merda) do Brasil. Porém, não acha que essa seja a solução completa para este problema !
temdias : D

Tem dias que a gente acorda feliz, pula da cama, dá bom dia ao espelho, canta no chuveiro, veste a melhor roupa, usa o melhor perfume, dá um sorriso ao mendigo, chega cedo, não espera na fila, conversa com o colega, conta uma piada, fala ao telefone, tem companhia, dá gargalhadas, consola alguém, pinta o cabelo, faz uma tattoo, coloca um pircing, vê um filme, lê um livro, adota um cachorro, anda de ônibus, rola na grama, é chamado de louco beeem alto, picha um muro: “Eu sou a pessoa mais feliz do mundo...”. E acorda feliz do sonho feliz.
16.2.10

Hoje sentada em um banquinho debaixo do chuveiro, pensei em uma pergunta, pergunta que eu já havia visto antes, mas nunca dei uma resposta de sentido completo. A velha pergunta do perfil do Orkut, ”Com os Relacionamentos anteriores aprendi:”. Eu já aprendi muitas coisas, de fato, mas nunca fiz uma análise sobre. Logo comecei a organizar tudo que eu já havia pensado, todas as minhas certezas, sobre o bom e velho amor. E surpresa, quanta diferença. Eu mudei muito de opinião. E olha que nem se foram duas décadas de vida ainda. Mas “meu” amor de hoje é totalmente diferente do que já foi um dia .
Primeiro, antes eu achava que amor era uma coisa “exclusiva”, que se amasse alguém uma vez, iria amá-lo o resto da vida e pronto. Ninguém mais poderia ter esse mérito. Poooon. Errado, hoje eu vejo que cada um só viveu o quanto amou é mais que possível amar várias pessoas durante a vida toda. Porque o amor é bem mais abstrato e abrangente do que a nossa pequena mente possa imaginar. Amor não é um sentimento carnal, ou egoísta, amor é a maneira que Deus nos deu pra compensar a nossa imperfeição, isso, ele é o caminho da perfeição.
Segundo, Deus criou o amor o homem criou o compromisso, logo o amor é perfeito e o compromisso é falho. Sempre achei que pra ser 100 % feliz, tinha que ter alguém do meu lado, um namorado ou um marido talvez. Hoje eu entendo que isso não é nem metade dos 100%, que não adianta criar títulos pra uma coisa como o amor. Quanto mais amor mais compromisso? Nunca, o amor independe desse status.
Terceiro, o amor é livre. Quanto mais amamos as coisas, mais temos necessidades de deixá-las livres. De vê-las caminharem com as suas próprias pernas e de voltar andando pra gente. Não por necessidade, mas por querer. Os amados devem ser complemento, não totalidade na vida de ninguém. Então, ciúmes, posse... nada disso caracteriza o amor, muito pelo contrario, caracteriza o avesso dele, o amor é compreensivo e livre.
Enfim, isso não é nem um quarto de tudo que eu pensei sobre, mas é tudo que eu lembro, depois de muitas horas de sono. Mas eu sei que tudo que eu pensei, vai ser bem diferente do que eu possa pensar amanhã. O que trás outra idéia, o amor muda, não é fixo, ele se remonta de acordo com as situações. Isso é um alívio pra mim, quase um álibi, pois o amor permite que hoje você ame alguém mais que sua própria vida e amanhã você ame esse mesmo alguém como amaria um estranho.
14.2.10
Literalmente, cada um com as suas manias.

Top 20. Eu e minhas manias bizarras
Of course que todo mundo tem suas manias bizarras, alguns falam e acham graça, outros guardam e ficam magoados quando questionados. Eu sinceramente, só tenho a certeza que de louco e gênio todo mundo tem um pouco. Então porque não revelar um pouco do louco ...
1.Converso com todos os animais, mas principalmente os cachorros.
2.Antes de dormir separo os meus dedos dos pés.
3.Sempre guardo a parte que eu mais gosto da comida e como por último.
4.Converso com espelhos.
5.Sempre grito com as pessoas que estão dirigindo quando vejo um cão perto, mesmo que não esteja tão perto assim.
6.Gosto muito mais de animais do que de gente.
7.Me apaixono e sofro pelos personagens dos livros e dos filmes (aiii- ‘suspiro’- Edward)
8.Quando fico nervosa, choro e saio correndo pra um lugar onde eu fique sozinha, lugar este que eu denomino de meu cantinho da disciplina.
9.Gosto de ter opinião contrária, mesmo no fundo não tendo.
10.Escrevo compulsivamente, quando falo ao telefone.
11.Quando não tenho caneta escrevo no ar.
12.Durmo com o mesmo cobertor desde os 8 anos, mesmo já ganhando um do mesmo novinho, sinto que ele tem um valor sentimental, sonho azul o nome dele.
13.Opto sempre pelo mais difícil.
14.Obrigo meus amigos a segurarem na minha mão para atravessar a rua.
15.Como miojo cru.
16.E pão com manteiga e açúcar também.
17.Ouço brega enquanto faço faxina. (Ôh linda não demore lá no cabaré...)
18.Diagnostico e trato minhas doenças. (hipocondria)
19.Curo minha depressão lavando os pratos.
20.Durmo vendo desenhos, todo e qualquer desenho tem um poder sobrenatural de me fazer dormir.
11.2.10
Vintage

9.2.10

Tava com saudades do risinho no canto da boca,do friozinho na barriga, da diversão, de olhar e ver sempre o melhor nas pessoas. Tava com saudades dos amigos, dos desconhecidos, dos planos, dos pecados, da carência. Mais saudades ainda de ouvir música alta, de dançar, das surpresas, do colorido, do movimento, da insanidade, da liberdade, tava com saudades de mim... Mas eu voltei ...
1.2.10
...

31.1.10
O dia em que a terra parou .

Meu coração deu um nó, odeio tomar decisões assim no seco, mas já foi, eu tinha que ir. Tudo passou num piscar de olhos, é assim que vc começa a saber que está ficando velho, as férias parecem curtas demais. Menos de um mês e eu querendo a eternidade pra aproveitar meu ninho. Mal sabia eu que o retorno me aguardava com uma surpresa.
E no carro eu já pensava que eu ia encontrar meu lar destroçado, desnaturalizado. E Ufaaa. Casa inteira, era só poeira. De repente então o celular dá sinal de vida e eu sigo as instruções até uma praça com um farol e lá estava ela. A alegria. É e ela tem nome e sobrenome, Laís Delcelo, vulgo pytuka (é, grafia bem de pobre mesmo). Minha paulista linda,pequena,doida,inteligente, criativa e principalmente psicodélica.Quando eu a vi de longe, um verdadeiro anãozinho tudo já começou a fazer sentido e eu entendi, que eu tinha mesmo que viajar 16 hrs pra vê-la, que ela viria como aviso de que eu precisava mudar.
Então aquela baixinha pegou em minha mão e me levou pro outro lado do espelho, um lado bem diferente. HU-HU todo mundo descolado, ouvindo um som legal, me olhando como quem sempre me conheceu. Eram um mix, filósofos, cineastas, músicos, estilistas e nenhum dava a mínima importância pra isso, só queriam ‘curtir o momento’, eu me senti acolhida e nunca vou chamá-los de estranhos, apesar de nunca tê-los conhecido.
E assim meu prazo acabou eu virei abóbora, alegria foi embora e só me restou à escolha, entre ser o Cain ou o Abel.
7.1.10
Durante todo meu percurso de vida me preocupei demasiadamente com o amanhã, em ser feliz no futuro. Não que isso seja errado, mas o ontem sempre faz alguma diferença em nossa vida e não faz sentido ignorá-lo e não tomá-lo como exemplo. O amanhã pode ser igual ao ontem se eu não mudar o modo de enxergar as coisas.
Ás vezes pensar nisso me dá umas estranhas crises nostálgicas, onde eu me questiono como seria minha vida se eu tivesse insistido ou desistido de alguma coisa aí acabo ressuscitando velhos fantasmas e como verdadeira obsessão penso nisso durante dias. A insegurança toma conta de mim. E é fácil perceber qual é o meu problema (e por aqui isso já é assunto manjado). A insatisfação. Eu simplesmente odeio conseguir o que eu quero. Eu escrevo em meus objetivos, a idéia de plenitude e isso é uma coisa inalcançável não existe.
E eu sei que isso não se passa só comigo, a insatisfação é o monstro do armário pra muita gente. Entender o porquê disso é muito complexo. Porque sempre em qualquer ser humano, em qualquer época, falta alguma coisa. E essa falta não deve ser desesperadora, mas sim um incentivo para viajar mais longe, fazer melhor, mesmo que o tão esperado baú de moedas de ouro não esteja no fim do arco-íris. Porque o sentido da vida é ter pé no chão e entender que a tristeza faz parte da felicidade, pois um completa o outro, como a falta está ligada com o todo e o ontem é um esboço do amanhã. Não faz sentido viver como uma eterna sofredora, arrastando as correntes por ai, se lamentando pelo presente, passado e futuro.
20.12.09
inimigos...

Visto minha armadura, preparo as minhas armas olho pro horizonte e já posso ver lá longe ela vem, com um exercito majestoso que eu aqui sozinha tenho que enfrentar.
Não sei exatamente como aconteceu, foi aos poucos, ela foi chegando se apossando de mim e me dominou. Foi como naufragar na areia movediça, por mais que eu tentasse me salvar eu só conseguia afundar. Muitas horas desisti de lutar, porém compensava em outras horas tentando me erguer, mas acho que não adiantou.
E hoje convivo com meu pior inimigo, pois não sei como finda-lo. Como castigo recebo todas as torturas possíveis, desde um mal humor matinal á uma constante visão cinza das coisas, vivo enfadada de tudo no mundo, até de mim. Como se não fosse o bastante chega em mim um dos seus comparsas que faz ter uma dor no peito e um certo desespero.
Malditos sejam meus terríveis inimigos que atendem pelo nome de Solidão e Ansiedade, que me agridem me invadem e me inundam com as sensações mais atrozes. Espezinham meu coração e passam na minha cara todos os meus erros sem deixar nenhum espaço para o perdão e o recomeço. Que Deus me dê forças para erguer minha espada e lutar.
20.11.09
Assinando !

Sabe quando a consciência pesa? E vc cansa de ser um revolucionário de sofá? Nem tudo esta perdido, hoje a internet está ao nosso favor, podemos participar de maneira direta e indireta na história do nosso país e do mundo! Uma grande arma em prol das ideologias são os abaixo assinados hoje disponibilizados em sites variados. Vou postar o endereço de alguns aqui pra quem se interessar.

Perdoem minha fase fútil.
Mas tenho que confessar um dos meus maiores vícios, CREPÚSCULO, sério eu virei uma das seguidoras de Edward. Até me apaixonei por ele no começo. E entendo muito bem todas as loucas que perseguem Robert Pattinson( apesar do filme ter sido uma merda) ele figura muito bem no nosso imaginário o Edward do livro. Mas esse post vai para Sthephenie Meyer a escritora da saga crepúsculo, Meyer acertou. Descreveu o príncipe de toda adolescente, despertou o desejo das meninas se apaixonarem e fez com que as meninas não tão lindas nem tão populares não perdessem a esperança de um dia serem cortejadas pelo menino mais bonito da escola. Meyer aguçou a vontade de ler de muita gente, ela uniu uma temática envolvente sem cair na mesmice. Eu mesma devorei a saga toda em um mês.
Desde já recomendo a saga crepúsculo, não porque pode acrescentar algo a mais a suas ideologias, mas para entregar a alma ao romantismo, as causas impossíveis e sobrenaturais do amor.
E amanhã tem lua nova nos cinemas! To lá!
15.11.09
in natura

Postar vem se tornando algo mais raro por causa dos meus momentos escassos de paz na internet.
Estava na casa da minha mãe no ultimo feriado do dia 2, fiquei de sexta até terça, ai na terça de madrugada eu tive que voltar. Minha mãe me acordou ás 03:30 da manhã, eu acordei misturando os sentimentos, de indignação, raiva e mau humor matinal, quase nem me despedi dela direito por tão grande que era minha raiva por acordar tão cedo. Já no carro ás 4.30 eu me perguntava por que a vida era tão injusta e me afogava num tédio que a viagem me trazia. O dia não havia amanhecido e eu queria voltar a dormir, mas não conseguia, não encontrava nada válido pra fazer até que eu me concentrei na janela e vi que os primeiros raios de sol começavam a despontar no céu e pouco a pouco tudo se coloria, meio vermelho, meio verde e amarelo, a natureza acordava, era como se alguém tivesse mudado cenário bem rapidinho. Aquilo começou a me cativar, percebi que a manhã pode ser muito linda e significante.
O vento assoviava entre os campos, fazendo todos os matos dançarem uma dança quase contemporânea onde todos os movimentos se complementavam, eu podia sentir, mesmo com os vidros fechados, o vento nos meus pensamentos, vento com cheiro de verde, cheiro fresco e novo de felicidade que me transportava para outra dimensão. Mesmo sem gostar de plantas aquilo enchia meus olhos e me hipnotizava como uma mágica.
Agora o sol já estava mais alto a árvores pareciam sorrir pra mim, como se dissessem que aquela era a hora mais feliz de todas suas vidas, começaram a surgir morros, e surgia água través das pequenas frestas das pedras, como eu queria poder parar ali. A estrada subia e eu podia ver do alto uma grande colcha de retalhos verdes e era como se tudo fosse infinito, me senti como se fosse uma gigante privilegiada de ver tudo aquilo.
Ai eu entendi que ao contrario de mim, a natureza acorda de bom humor e ela não deixa nada pra depois, faz o seu melhor sem esperar nada em troca. E assim uma viagem longa e aparentemente monótona se tornou um grande espetáculo e uma grande lição.
16.10.09
Vamos fazer um filme...Legião Urbana

"Sem essa de que: "Estou sozinho."
Somos muito mais que isso
Somos pingüim, somos golfinho
Homem, sereia e beija-flor
Leão, leoa e leão-marinho
Eu preciso e quero ter carinho, liberdade e respeito
Chega de opressão:
Quero um milhão de amigos
Quero irmãos e irmãs
Deve de ser cisma minha
Mas a única maneira ainda
De imaginar a minha vida
É vê-la como um musical dos anos trinta
E no meio de uma depressão
Te ver e ter beleza e fantasia.
10.10.09
nostalgic

Hoje me deu uma incrível nostalgia quanto a minha infância.
Lembro de uma série de pessoas que insistiam em praguejar que aquela seria a melhor época da minha vida, que eu devia valoriza - lá, isso me dava uma séria impaciência, o que me fazia fechar a cara e ignorar essas pessoas. Tinha certeza de que eu odiava o que eu estava vivendo. Eu odiava ser criança. Queria ser independente, pode sair de casa sozinha, poder ver TV até tarde, poder freqüentar outro turno no colégio, ter a credibilidade de um adulto, enfim entender o mundo. Mas conforme o tempo passou me endureci e me decepcionei, tive raiva da vida, por não ser como eu achava que ela era, tive raiva das pessoas por não me explicarem direito como realmente as coisas são. Até “entender” e começar a me culpar invés de culpar as coisas ou a as pessoas. Mudei bastante mas consegui guardar grande sensibilidade e um pouco de criatividade mas nada comparado as minhas grandes teorias, e pensamentos místicos sobre cada detalhe, de uma saudosa e época da minha vida.
Durante muito tempo, até um dia desses pra ser sincera, pensava que a vida era marcada por situações. Assim, um grande acontecimento que faz você sair da sua fase e entrar em outra mais avançando, tipo o chefão dos jogos de videogame, uma coisa importantíssima que vai mudar seu jeito de ver o mundo, e pluft você vai se tornar outra pessoa. Exemplo uma grande coisa acontecendo e pluft viraria adulta e depois outra coisa pluft seria velha. Mas percebi com muita decepção que não é assim, a vida não te prepara pra enfrentar uma determinada situação, ela é a situação em todos os momentos.
Éé, isso exatamente que faz falta, ter minha própria teoria sobre tudo, ter uma máquina geradora de pensamentos absurdos, peculiares a todas as coisas. Hoje eu entendo e queria dar um abraço em cada ser que me avisou o quanto a infância podia ser mágica. Pois o que faz falta lá da infância, não é de como as pessoas te tratam, não é a dependência ou a irresponsabilidade é o olhar que se tem pelo mundo, é o modo interessantíssimo de ver e interpretar a vida e de ter pretensões tão pequenas, mas capazes de fazer-nos imensamente felizes. Que nunca mais voltarão a ser iguais.
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desapegar v. tr. 1. Despegar. 2. Fazer perder a afeição a. v. pron. 3. Perder a afeição a. 4. Perder o interesse, o e...
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"Não há nada que eu possa dizer Um eclipse total do coração" Quem lembra de Fabrício cantando essa música na aula de inglês ...
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Eu queria entender as pessoas, não entendo-as, mas sei que elas não tem noção nenhuma de reciprocidade. É, enquanto o tempo passa, eu me tor...
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'Então você acaba ligando para quem você não tem vontade, saindo com gente que você não gosta, inventando planos e fazendo atividades se...


