28.9.08

Desejos


Há muito tempo eu sonhava com um grande amor, um amor diferente de todos (dos não muitos) que eu já vivi. Não me refiro a um amor exagerado, mas um amor verdadeiro, um amor que eu pudesse amar como irmão e também como amante, um amor que me aceitasse sem querer mudar minhas pequenas manias. Até então achava impossível, mas como um passe de mágica o destino se arranjou para realizar o meu desejo.

Certa vez quando eu era 7ª série e tinha uns 13 anos na hora do recreio me pus a observar um menino do 3º ano alto, bonito, mas que não me chamava atenção por isso, mas por sua namorada, que ele tratava tão bem. Olhei com um olhar feliz pro dois e desejei um dia ter um namorado tão bom quanto aquele. E uma vez minha me disse ‘Muito cuidado Luara com as coisas que você deseja, elas podem se tornar realidade.


O tempo foi passando, eu não percebia, mas o destino queria trabalhar para realizar meu sonho me botando cara a cara com o meu ‘príncipe encantado’ por três vezes, eu deixei passar batido, olhava pra ele e pensava que ele não seria quem eu esperava.Então quase perdi as esperanças e comecei a acreditar que amar era sofrer, assim nem me importava de ‘dar pérolas aos porcos’ sorrindo. Como era grande o meu engano, precisei sofrer sofrer e sofrer até acordar e ver que não era amor coisíssima nenhuma, muito pelo contrário era a falta dele, falta de amor antes de tudo por mim.

Parei por algum tempo e comecei a me amar, antes de toda e qualquer coisa, aí então finalmente o destino reconheceu que eu estava preparada para receber o meu grande presente, ele me deu a quarta chance. Estávamos então frente a frente de novo, eu e ele e dessa vez prontos para nos reconhecermos e percebemos que a nossa ligação era antes de tudo intergaláctica, que vinha lá dos céus, fora uma coisa totalmente premeditada. Talvez tenha demorado mais de um mês, pra entender e convencê-lo que era uma coisa fora do meu controle, era o meu desejo imutável, era meu amor incondicional, integral,absoluto, tudo que eu sempre sonhara.


E tudo foi se arrumando, da maneira mais despretensiosa possível, acontecendo debaixo dos meus olhos, eu me dava do jeitinho que eu sempre fui e ele aceitava da mesma maneira que se mostrava pra mim que também era de carne e osso. Compartilhamos alegrias e tristezas, triunfos e tragédias e principalmente sonhos. Então me amei para poder amá-lo com todas as forças que eu trago em meu coração, amo-o como irmão, como pai, como amante, como melhor amigo...amo-o como amo as forças que trouxeram ele pra mim.

P.S.: Quem eu tanto amo foi o menino do 3° ano de 2004, que eu observava enquanto desejava ter um amor de verdade um dia.

27.9.08

SEJA UM IDIOTA




A idiotice é vital para a felicidade.


Gente chata essa que quer ser séria, profunda e visceral sempre. Putz! A vida já é um caos, por que fazermos dela, ainda por cima, um tratado? Deixe a seriedade para as horas em que ela é inevitável: mortes, separações, dores e afins.

No dia-a-dia, pelo amor de Deus, seja idiota! Ria dos próprios defeitos. E de quem acha defeitos em você. Ignore o que o boçal do seu chefe disse. Pense assim: quem tem que carregar aquela cara feia, todos os dias, inseparavelmente, é ele. Pobre dele.

Milhares de casamentos acabaram-se não pela falta de amor, dinheiro, sexo, sincronia, mas pela ausência de idiotice. Trate seu amor como seu melhor amigo, e pronto.

Quem disse que é bom dividirmos a vida com alguém que tem conselho pra tudo,soluções sensatas, mas não consegue rir quando tropeça?

hahahahahahahahaha!...

Alguém que sabe resolver uma crise familiar, mas não tem a menor idéia de como preencher as horas livres de um fim de semana? Quanto tempo faz que você não vai ao cinema?

É bem comum gente que fica perdida quando se acabam os problemas. E daí,o que elas farão se já não têm por que se desesperar?

Desaprenderam a brincar. Eu não quero alguém assim comigo. Você quer? Espero que não.

Tudo que é mais difícil é mais gostoso, mas... a realidade já é dura; piora se for densa.

Dura, densa, e bem ruim.

Brincar é legal. Entendeu?

Esqueça o que te falaram sobre ser adulto, tudo aquilo de não brincar com comida, não falar besteira, não ser imaturo, não chorar, não andar descalço,não tomar chuva.

Pule corda!

Adultos podem (e devem) contar piadas, passear no parque, rir alto e lamber a tampa do iogurte.

Ser adulto não é perder os prazeres da vida - e esse é o único "não" realmente aceitável.

Teste a teoria. Uma semaninha, para começar.

Veja e sinta as coisas como se elas fossem o que realmente são:
passageiras. Acorde de manhã e decida entre duas coisas: ficar de mau humor e transmitir isso adiante ou sorrir...

Bom mesmo é ter problema na cabeça, sorriso na boca e paz no coração!

Aliás, entregue os problemas nas mãos de Deus e que tal um cafezinho gostoso agora?

A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso cante, chore,dance e viva intensamente antes que a cortina se feche!

Ailin Alexo

A Grogan,


*John Grogan (Detroit, 20 de março de 1957) é um jornalista e escritor estadunidense. Já era conhecido nos EUA por suas colunas, mas ficou conhecido no mundo todo pelo seu best-seller Marley & Eu (2005).

Você me inspirou bastante falando de uma espécie animal que é fundamental nas nossas vidas, e que muitas vezes, por nossa ingratidão se tornam esquecidos ou parecem menos importantes. E de modo que eu lia em seu livro a descrição de Marley, vi que não estava sozinha na responsabilidade de educar, não um mero animal, mas um dos meus melhores amigos, me senti entendida e não vou negar que também senti pena de você, porque eu tenho um poodle com alma de labrador, o que me fez lucrar com os desastres que ele não causou devido ao seu tamanho.

Quando eu ganhei meu primeiro poodle com alma de labrador, Doug, ele era extremamente fofo, e eu extremamente permissiva,com o tempo eu fui criando mais rigidez para poder educá-lo de uma maneira digna, tentei o máximo que pude, porém eu naufraguei em quase todas tentativas e aqui está meu poodle com 10 anos entendendo muito pouco sobre disciplina.

No passar da sua vida ele já se metera por tantas enrascadas que é até difícil contar todas. Quando filhote era costume fugir, uma vez foi tão longe que o encontramos nos braços de um padre de uma igreja de outro bairro, outra fugiu e ao atravessar a rua um ônibus vinha em sua direção, fechei os olhos pra não ver o que ia acontecer, o desfecho parecia trágico, mas o motorista de lá de cima freou em cima da minha minúscula bolinha de pêlos brancos.

Quando adolescente enquanto construíamos nossa nova casa, ele ficou confinado na casa da minha bisavó, que chegava a parecer uma pequena granja com galinhas, cochos, terreiros, poleiros e tudo que se tem direito. Ele fazia uma festa e o meu pequeno poodle branco, já não era mais tão branco assim, ele entrava dentro dos cochos todos enlodados, enfiando o nariz na água e andando em círculos, aliás correndo em círculos, quando finalmente parava, creio que já tonto, estava todo encharcado e sujo de lodo e tinha uma terrível mania de perseguir as galinhas e corria freneticamente atrás de cada uma delas, logo ganhou o apelido de bodinho.Definitivamente sua estadia lá custou o juízo da minha tia, da minha bisavó e pior, dos cachorros dela, pela sua incompatibilidade com outros animais.

Depois de voltar ao lar, ele teve então devolvido todos seus mimos que eu e minha mãe tínhamos acostumado-o como: tomar banho no chuveiro de água quente, dormir no tapete do lado da cama, comer porções enorme de comida com direito a repetição...uma vida de reizinho tudo em troca da sua eterna alegriazinha.Lembro que minha brincadeira preferida era deitar no chão e esperar ele vir com o seu rabinho balançando para morder meus pés e bagunçar meu cabelo, ele foi um dos poucos amigos que eu tive durante a minha infância.

Mas voltando para suas aventuras, já mais crescidinho e em sua nova casa, certa vez a empregada foi regar as árvores da calçada de casa e deixou o portão aberto, uma ótima oportunidade para ele sair e fazer xixí em toda rua, e foi o que ele planejava fazer se não fosse por um enorme rotwaller estar na calçada vizinha, quando ele saiu com seu espírito de lutador de boxe, ou sei lá o que ele imagina que seja, só tenho certeza que ele n se vê como um poodle com menos de 50 cm e 5 quilos, foi então correndo de encontro ao enorme vizinho latindo e ladrando, a empregada em vez de me chamar, esperou o acontecido acontecer, Doug foi mordido duas vezes pelo grandão. Quando eu ouvi os latidos furiosos fui correndo ver como se já pressentisse alguma coisa, mas quando eu sai ao portão era tarde demais, entrei em pânico ao ver meu cachorro sangrando, liguei pro meu pai imediatamente, ele não demorou a chegar e me levar para o veterinário, que nos atendeu prontamente.Raspou o pêlo ao redor do corte, para visualizar o tamanho dos estragos, eram dois cortes: um na barriga e um no pescoço, a largura não era um problema mas a profundidade sim. O médico examinou fez uma cara estranha e virou para me falar:

- Vamos fazer uma sutura e fechar os dois cortes, porém há risco de ter perfurado algum órgão e se isso ocorrer, será necessária uma cirurgia muito cara que poderá arriscar a vida do cão.

Gelei, fiquei azul, branca, de toda cor, nem respondi, meus olhos encheram d’água e ele pediu pra assistente me tirar da sala, chegando lá fora permaneci calada, mas chorar era inevitável. Me debulhei em lágrimas, pensava que ainda era tão cedo para perder meu pequeno amiguinho. Depois de meia hora ele passou alguns remédios e me deixou levá-lo para casa para acompanhar se ele se recuperava ou não.

Foram dias longos dando soro de dez em dez minutos a Doug, dando remédio e vendo os pontos se fecharem com certa dificuldade, o da barriga era o mais complicado, porque ele insistia em lamber, o levamos ao veterinário de novo e Doug pela sua saliência foi obrigado a usar uma pescoceira, que não lhe caia nada bem. Por outro lado esse acidente fez nossa família mais unida, até meu pai que não assumira até então que gostava de cachorros se solidarizou com o frágil e esperto Doug, conforme se passaram semanas, Doug foi melhorando gradativamente, logo estava correndo e latindo e graças a Deus não houve perfuração aparente,ufa que alívio.

E todo dinheiro e cuidado foram recompensado quando chegávamos e ele vinha com as patinhas estendidas em nosso colo, com aquele rabinho levantado eternamente balançando, com aquela cara divertida que só ele têm.

Até agora em sua velhice Doug ainda apronta muito: morde crianças, faz xixi no tapete, caça lagartixas, corre na chuva.Nada durante todos esses anos apagou seu eterno brilho esfuziante de filhote elétrico,espero que ele ainda me dê alguns trabalhos, pois a vida sem ele seria muito sem graça, ele é um dos poucos que me entende quando eu choro sem motivo e sempre por mais nervosa que eu possa estar ele só queria ficar ao meu lado. Ahh Doug como eu sou grata a você.



21.8.08

meio termo


É verdade, não sou a mais bonita, te confesso que tb não passo nem perto da mais inteligente, nem da mais disposta, nem da que tem as melhores intenções o tempo todo. Não sou tão meiga, nem tão piedosa. Sou eu mesma com os meus defeitos que com certeza são bem mais numerosos que as minhas míseras qualidades, que tem hora que eu nem lembro quais são. Sozinha eu sou inteira, não metade, me sustento dos meus ideais, não da vida alheia. Sempre fiz questão de ser completa, de não precisar de ninguém para ser quem eu sou. Sou o contrário, dou preferência aos impulsos invés das decisões esperadas pela maioria. Gosto de cachorros e de fazer graça, choro por tudo, é inevitável.Tenho grandes ambições apesar do meu 1.54.Sofro por ter opinião definida sobre muita coisa, por ser crítica, por falar: ‘não é assim não’ ,ás vezes sou bem inflexível,mas sei quando dar o braço a torcer e engolir um monte de abobrinha. E não tenho pretensão de que todos me adorem, mas gostaria muito que alguém me amasse de verdade, que me defendesse, que acreditasse em mim, que simplesmente me admirasse pelo o que eu sou e tb pelo o que não sou. E que fosse mais,mais que todas pessoas que nos rodeam, bem mais que todas as opiniões mesquinhas e efêmeras, totalmente superficiais a respeito do que é amar e do que as pessoas devem ser. Só isso. :D

13.8.08

Devia ser proibido ler



A pensar fundo na questão, eu diria que ler devia ser proibido.

Afinal de contas, ler faz muito mal às pessoas: acorda os homens para realidades impossíveis, tornando-os incapazes de suportar o mundo insosso e ordinário em que vivem. A leitura induz à loucura, desloca o homem do humilde lugar que lhe fora destinado no corpo social. Não me deixam mentir os exemplos de Don Quixote e Madame Bovary. O primeiro, coitado, de tanto ler aventuras de cavalheiros que jamais existiram meteu-se pelo mundo afora, a crer-se capaz de reformar o mundo, quilha de ossos que mal sustinha a si e ao pobre Rocinante. Quanto à pobre Emma Bovary, tomou-se esposa inútil para fofocas e bordados, perdendo-se em delírios sobre bailes e amores cortesãos.

Ler realmente não faz bem. A criança que lê pode se tornar um adulto perigoso, inconformado com os problemas do mundo, induzido a crer que tudo pode ser de outra forma. Afinal de contas, a leitura desenvolve um poder incontrolável. Liberta o homem excessivamente. Sem a leitura, ele morreria feliz, ignorante dos grilhões que o encerram. Sem a leitura, ainda, estaria mais afeito à realidade quotidiana, se dedicaria ao trabalho com afinco, sem procurar enriquecê-la com cabriolas da imaginação.

Sem ler, o homem jamais saberia a extensão do prazer. Não experimentaria nunca o sumo Bem de Aristóteles: o conhecer. Mas para que conhecer se, na maior parte dos casos, o que necessita é apenas executar ordens? Se o que deve, enfim, é fazer o que dele esperam e nada mais?

Ler pode provocar o inesperado. Pode fazer com que o homem crie atalhos para caminhos que devem, necessariamente, ser longos. Ler pode gerar a invenção. Pode estimular a imaginação de forma a levar o ser humano além do que lhe é devido.

Além disso, os livros estimulam o sonho, a imaginação, a fantasia. Nos transportam a paraísos misteriosos, nos fazem enxergar unicórnios azuis e palácios de cristal. Nos fazem acreditar que a vida é mais do que um punhado de pó em movimento. Que há algo a descobrir. Há horizontes para além das montanhas, há estrelas por trás das nuvens. Estrelas jamais percebidas. É preciso desconfiar desse pendor para o absurdo que nos impede de aceitar nossas realidades cruas.

Não, não dêem mais livros às escolas. Pais, não leiam para os seus filhos, pode levá-los a desenvolver esse gosto pela aventura e pela descoberta que fez do homem um animal diferente. Antes estivesse ainda a passear de quatro patas, sem noção de progresso e civilização, mas tampouco sem conhecer guerras, destruição, violência. Professores, não contem histórias, pode estimular um curiosidade indesejável em seres que a vida destinou para a repetição e para o trabalho duro.

Ler pode ser um problema, pode gerar seres humanos conscientes demais dos seus direitos políticos em um mundo administrado, onde ser livre não passa de uma ficção sem nenhuma verossimilhança. Seria impossível controlar e organizar a sociedade se todos os seres humanos soubessem o que desejam. Se todos se pusessem a articular bem suas demandas, a fincar sua posição no mundo, a fazer dos discursos os instrumentos de conquista de sua liberdade.

O mundo já vai por um bom caminho. Cada vez mais as pessoas lêem por razões utilitárias: para compreender formulários, contratos, bulas de remédio, projetos, manuais etc. Observem as filas, um dos pequenos cancros da civilização contemporânea. Bastaria um livro para que todos se vissem magicamente transportados para outras dimensões, menos incômodas. E esse o tapete mágico, o pó de pirlimpimpim, a máquina do tempo. Para o homem que lê, não há fronteiras, não há cortes, prisões tampouco. O que é mais subversivo do que a leitura?

É preciso compreender que ler para se enriquecer culturalmente ou para se divertir deve ser um privilégio concedido apenas a alguns, jamais àqueles que desenvolvem trabalhos práticos ou manuais. Seja em filas, em metrôs, ou no silêncio da alcova... Ler deve ser coisa rara, não para qualquer um.

Afinal de contas, a leitura é um poder, e o poder é para poucos.

Para obedecer não é preciso enxergar, o silêncio é a linguagem da submissão. Para executar ordens, a palavra é inútil.

Além disso, a leitura promove a comunicação de dores, alegrias, tantos outros sentimentos... A leitura é obscena. Expõe o íntimo, torna coletivo o individual e público, o secreto, o próprio. A leitura ameaça os indivíduos, porque os faz identificar sua história a outras histórias. Torna-os capazes de compreender e aceitar o mundo do Outro. Sim, a leitura devia ser proibida.

Ler pode tornar o homem perigosamente humano.

In: PRADO, J. & CONDINI, P. (Orgs.). A formação do leitor: pontos de vista. Rio de Janeiro: Argus, 1999. pp.71-3

11.8.08


Depois de ontem ( V for Vendetta) fiquei tremendamente assustada.Tinha decidido por motivos óbvios (rejeição) fechar a janela da realidade para as pessoas, aparentar ser o que elas queriam que eu fosse, mesmo me corroendo por dentro e chamando quase todos de idiotas. Ouvi então uma admirável frase que dizia: ‘as idéias não morrem’. Me pus a pensar se viver nessa realidade artificial e ser submissa a ela vale a pena. Será que vale mais ser mais um coadjuvante na novela da vida?

Percebi que tenho medo, medo de não viver,ou medo de me decepcionar cruelmente. Me envolver pode ser dar o meu pescoço a forca e quantas pessoas já fizeram isso e além de serem esquecidas não mudaram nada,seus legados foram meramente descartados. Mas e se eu conseguisse? Disseminaria minhas idéias e seria imortal. É um questionamento vil que me deixa confusa, o que fazer? Gritar e morrer de fome ou ficar quietinha de barriga cheia, me refiro,a força que eu tenho que gastar para enfrentar a sociedade me tornando uma louca repugnante para ela (Eu teria essa força? Até onde eu suportaria?). Por outro lado posso simplesmente me poupar de tudo isso, viverei em guerra com minha consciência de fato, mas em compensação não despenderei força nenhuma para me enquadrar aos moldes, nem sairei de casa a fim de bombardear o parlamento, as pessoas poderão até me achar simpática, eu serei mãe, tia, avó tranquilamente.

Ativista ou não eis a questão ?!

5.8.08

Se eu fosse você lia todinho !


"Esta cartilha é um documento para dividir águas no movimento estudantil brasileiro. É uma ousadia que só hereges e anormais poderiam fazer. Mas isso nós somos mesmo. Porque, o normal seria estarmos sentados em nossas salinhas, decorando fórmulas, fazendo cálculos, pensando mil formas de agradar o ilústrissimo senhor diretor e, principalmente, tendo nosso diploma e o próximo concurso como meta principal.

Contudo, anormais que somos, estamos aqui formulando, desesperada e organizadamente, alguma maneira de mudar o mundo. Um monte de gente fala que isso não vale a pena, que é perda de tempo. Mas a gente olha o mundo lá fora e é tudo tão estranho… As pessoas valem tão pouco, os objetos valem tanto… Depois, a gente olha aqui dentro e vê que é esquisito também. A produção do conhecimento virou reprodução, o caráter público da educação foi pra prateleira, a universidade esqueceu do universo e ficou com o umbigo e pobre-feio-que-mora-longe quase nunca entra, e, quando entra, quase nunca fica até o fim. Aí, acaba que a Universidade, que devia pensar e produzir conhecimento pra desenvolver e mudar lá fora, é mais um instrumento de confirmação do pensamento dominante egoísta, individualista, mercadológico e excludente.

Pior é que esse sistema social e educacional tenta de todas as formas limitar nossa capacidade de reflexão justamente para que a gente não perceba a enrrascada em que nos meteram. A extensão universitária está esvaziada nas universidades públicas e inexistente – ou maquiada – nas instituições privadas; os espaços de ação cultural, de debate filosófico, de confronto de idéias são exceção na vida acadêmica; a pesquisa e o ensino, instrumentos de libertação, transformaram-se em CTRL C + CTRL V ou em projetos empresariais, financiados por uns ricaços que, mais inteligentemente que a República Federativa do Brasil, perceberam que a Universidade demanda muita coisa boa e trataram logo de comprar pra eles. E isso tudo é pra que a gente não entenda o mundo por completo e fique que nem Chaplin em Tempos Modernos, apertando os mesmos parafusos, apertando os mesmos parafusos, apertando os mesmos parafusos, apertando os mesmos parafusos.

Como é que a gente pode ser normal se o normal é tão estranho? É tão ilógico, é tão pra-pouca-gente…

Não! Nós só podemos ficar com a anormalidade. Com a loucura dos sonhos. Com a embriaguez da esperança. Nós não vamos nos adaptar. Preferimos o lado dos excluídos, dos descamisados, das mulheres guerreiras, do povo trabalhador. Nós caminhamos com os movimentos sociais, somos contra a guerra e o capitalismo, não gostamos da Globo e muito menos do padrão de beleza e comportamento que nos impõem. Nós gostamos mesmo é dos negros e dos brancos, dos gays e dos héteros, dos homens e das mulheres, dos poetas e dos gagos, da lucidez e da loucura. Nós gostamos do diferente, da riqueza do diferente, da contradição do diferente, dos questionamentos do diferente.

Nós achamos que tudo deve ser pra todo mundo. Que o mundo, deve ser para as pessoas. Que as pessoas são o mais importante.

Por isso, nossa passagem pela Universidade não será em vão. Por isso, nós somamos nossas individualidades aos anseios coletivos. Por isso, a gente faz Movimento Estudantil. Pra juntar um monte de gente anormal como a gente e lutar para mudar a Universidade, derrotar a hegemonia do pensamento único, mudar o mundo.

Só que nós achamos que o movimento estudantil também está muito adaptado à normalidade. Muito chato, muito burocrático, muito centralizado. Egoísta, imediatista, competitivo. Tem gente que só quer debater o neoliberalismo e tem gente que só quer debater a falta de papel higiênico no banheiro. Tem gente que só quer ganhar eleição e tem gente que só quer reclamar.

Nós queremos ligar a falta de papel higiênico à política neoliberal de corte de investimentos na educação. Nós queremos participar das entidades para melhorar o movimento estudantil, pra trazer mais gente pra fazer isso com a gente.

Até porque todas essas loucuras só são possíveis e só são desejáveis se forem feitas com as pessoas participando. Por isso, movimento estudantil para nós tem que ser de massas, tem que envolver a diversidade, tem que ser leve, aberto, combativo. Tem que conquistar na vida real, no dia-a-dia de dificuldades. Mas tem que ter um norte político claro, uma posição na sociedade. Resumindo: tem que manter os pés no chão sem tirar a cabeça das nuvens e tem que ter muita, muita gente senão não representa o tanto de nossos sonhos."


Movimento Mudança

http://mudanca.soylocoporti.org.br/

é mto chato gritar pra ninguém ouvir, certas coisa não simples caprichos, mas me conformei, ser manipulado é mais fácil e confortável


2.8.08



Hoje eu vou contar uma história. A um tempo atrás eu embarquei numa viagem sozinha. Era um barco enorme e totalmente novo pra mim,nunca tinha andado de barco, não sabia que ele balançava tanto, ás vezes lá em cima,ás vezes lá embaixo, logo fiquei enjoada e no meio da viagem não via a hora de voltar pra casa. Andava sozinha com uma tristezinha nos olhos.Haviam muitas pessoas no barco, mas nenhuma parecia se importar com a outra, alguns tentavam fingir mas não conseguiam por muito tempo. Eu observava, tentava me aproximar, mas sempre com o pé atrás, conheci primeiro a tripulante C, ela era uma maravilha, se não fosse o pequeno mal de falar mal de todos os outros tripulantes, ficava vermelha, roxa contando tudo de ruim e depois três segundos virava as costas, abria um sorriso corria e abraçava os outros que ela dizia fazer tão mal. Isso me deixava confusa, por que de quem ela gostava afinal? Sai de fininho e fiquei sozinha de novo, até que duas tripulantes a N e L, chegaram pra mim dizendo que tripulante C tinha mesmo o caráter duvidoso. Começamos a conversar, éramos todas diferentes, cada uma de um lugar querendo chegar a outro lugar, mas ao mesmo tempo éramos tão iguais, completávamos e no meio de solidão juntas nunca estávamos sós. Apeguei-me a elas, vi que não tinha nada, nem ninguém no barco, só a elas. A lista de desprazeres e de confusões na viagem crescia,mas juntas conseguimos reduzir a quase nada. Eu aparecia com cicatrizes que só elas sabiam cuidar,me ensinaram o significado de muitas coisas, viraram a família que eu sempre quis ter. Mesmo as tripulantes N e L sendo bem diferentes, tipo uma era razão e a outra emoção, que nem se gostavam muito se suportaram o tempo todo por saber o quanto eu gostava de cada uma.

Mas por fim o barco atracou e eu podia continuar a viagem, mas decidi voltar pra casa pra me deitar no sofá e lamentar mais confortavelmente, deixei as tripulantes, em meio a gritos e horror, eu as abandonei, e hoje sentada no sofá eu tenho até saudade dos enjôos do balanço do barco,tenho saudade da maneira que as tripulantes meio sem querer chegaram a mim e como juntas conseguimos andar contra a corrente. Fomos felizes, mesmo infelizes juntas éramos sim felizes.

Meu coraçãozinho apertado não pára de pensar nelas, nem um minuto, me sinto um tanto responsável ainda, mesmo longe.Sou tomada por um grande peso e um grande medo, um grande peso na consciência por tê-las deixado e um grande medo de perde-las no tempo.

Levo-as na minha memória pra sempre, podem os ventos estar favoráveis ou contra as velas. Irei sempre lembrar as tripulantes que me ajudaram quando eu entrei de gaiata no navio, definitivamente amizade é um amor que nunca morre.

23.7.08




Eu andava mal acostumada, mal mesmo. Com os olhos meio sem brilho, parei de acreditar em finais felizes, coincidências e até em um grande amor.Me tornei incrédula, quase um bloco de concreto. Não era tristeza, talvez fosse uma defesa, um modo de sobreviver e não sofrer. Os dias passavam e eu não esperava coisa alguma de pessoa nenhuma, não esperava que elas fossem ruins e muito menos, boas. Só vivia e deixava os dias passarem, construindo meus planos e ignorando qualquer sentimento que pudesse vir a atrapalhá-los.
Até que então minha rotina foi interrompida. Meus olhos brilharam de novo, meu coração palpitou e eu comecei a sentir uma falta enorme de alguém, só de pensar que eu podia perdê-lo me sentia imensamente triste. E sua presença me fazia ver a vida mais bonita e mesmo inconscientemente sentia uma felicidade repentina e me esquecia do quanto eu era egoísta e do quanto eu queria ir pro lugar mais longe que eu pudesse alcançar.Voltei então a acreditar em finais felizes, coincidências e até em um grande amor.
Confesso que na maioria do tempo eu pensava que não era pra mim (amor), uma coisa assim, ás vezes clichê, mas tão difícil. E acabei querendo tanto um amor e idealizando tanto o ‘perfeito’ que me esqueci do simples, não entendia que o caminho mais próximo para o tal sentimento complexo, era a simplicidade das coisas, dos gestos, dos risos. Eu to aprendendo ainda, a olhar e não ver só os defeitos, a aproveitar o melhor de cada pessoa que passar por mim e me esforçando pra dar o meu melhor também. Tô gostando.
Me esforço agora, não para prender ninguém, mas pra devolver a alguém, a alegria que esse alguém tem me dado, junto com toda a graça, brilho nos olhos e toda aquela sensação esperança, que algo de bom pode acontecer a qualquer momento que também vieram com ele.
Pra falar a verdade é uma paixão diferente, eu me apaixonei por mim, pelos meus sonhos e também pelo jeito de alguém. Talvez ele nem tenha a noção do bem que me faz, mas mesmo assim faz, sem ver, sem querer e só de chegar já faz.
E tome o caminho que tomar, vai estar sempre aqui. E quando eu perder a esperança e a graça de novo, vou fechar os olhos e lembrar de como alguém se apoderou do meu amor,do meu carinho e deu um rumo mais colorido pra minha vida, me fez acreditar que quando a gente menos espera vem uma brisa leve, leva as mágoas e deixa a serenidade de um sentimento inexplicável.


21.7.08

Chico...

' É por isso que se há de entender
Que o amor não é um ócio
E compreender
Que o amor não é um vício
O amor é sacrifício
O amor é sacerdócio
Amar
É iluminar a dor
- como um missionário'

Viver do Amor, Chico Buarque

17.7.08

Perdidos...

Saio na rua vejo tudo, olho tudo, mas sinto um vazio, está faltando alguma coisa e não é o semáforo, nem a faixa de pedestres, nem os bancos na praça. É algo maior, é nas pessoas, elas continuam aqui, mas falta alguma coisa. Olhares insípidos me cercam e eu consigo identificar o que me incomoda, volta a olhar ao redor de novo e sem saída vejo a sociedade que estamos formando, tão superficial, tão incrédula num futuro melhor, nenhum ideal revolucionário, nenhuma vontade de mudar o mundo, o senado, nada. Nenhuma vontade de mudar coisa alguma.

Onde está aquela a efervescência dos movimentos, aquela ânsia de mudar as coisas, que todos ou pelo menos os jovens tinham antigamente. Onde estão aqueles caras de Woodstock , onde estão os caras pintadas, onde estão todos eles quando mais precisamos ?

Dissolveram-se assim como nossos valores antigos de transformação, de insatisfação diante as coisas ruins, isso não tem mais valor hoje em dia. Os valores se resumem, em valores monetários, em tudo que se pode comprar. E isso é tão lamentável, certas coisas que deviam permanecer em nossas vidas se tornaram tão efêmeras. E todo esforço que a juventude passada fez foi praticamente jogado fora, ou ignorado por nós, que permanecemos inertes de frente a uma TV e pior acreditando nela.

O conceito juventude está mudando a cada dia, éramos ‘os revolucionários’, hoje somos tidos como ‘os consumistas’. Antigamente, se lutava pela liberdade, pela independência, por grandes e complexos ideais, hoje passamos grande parte da nossa vida sem nem saber o que é isso e conseqüentemente sem dar nenhuma importância, pensando em ‘como o sofá e a comida da mamãe são tão bons’. Lutando por um corpo perfeito, ’ah sim’, lutando pra acompanhar as tendências da moda ‘e como isso cansa’.

E não era s fácil pra eles (os velhos jovens), não havia moleza, eles continuavam mesmo assim, firmes e fortes, defendendo suas ideologias, enfrentando a quem fosse por uma sociedade mais justa. Acredito que muitos dos nossos avós tem muito a contar sobre isso,porém é uma pena que não tenhamos tempo para ouvir, ‘claro que não!’ Devemos estar no shopping, no salão ou jogando aquele indispensável vídeo game muito ocupados.

Alguns até tentam mudar, falar, gritar tudo que anda engasgado, mas a compreensão que recebem são os nobres apelidos de: louco, alienado, drogado, demente, insano, ‘só que ser’, entre outros. O que não impulsiona a ninguém continuar disseminando suas idéias,o óbvio é seguir a regra do comodismo. O medo implacável de não ser que nem o de antes na fila, faz com que mesmo discordando, concordemos com toda essa desordem vivida.

É inevitável pensar em quem nós seremos no futuro, pessoas bem sucedidas financeiramente, provavelmente, porém tão vagas e vazias, repassando isso para os nossos descendentes, toda a nossa não vivência, não experiência, todo nosso comodismo e conformismo.Mas quem sabe ainda haja tempo pra voltar e resgatar aquele brilho nos olhos, aquela união, aquela inteligência e senso crítico, que nós perdemos por ai.

Hanna Luara e a cidade do medo

De longe eu a reconhecia, era sim aquela paisagem linda que eu via sempre em meus sonhos, mas num flash me senti desconsolada quando desviei o olhar e vi que antes da linda paisagem havia um enorme abismo. Tive uma sensação não muito agradável, uma vertigem com direito aos pensamentos mais tortuosos. Já estava no final do caminho, subi no alto de uma montanha, de onde eu podia observar bem, o que me esperava, ou não.

A cidade que eu tanto observara, são os meus desejos, coisas pela qual tanto lutei e o abismo são meus medos. Quando lutamos por algo somos tomados pela paixão de vencer, o que nos faz caminhar pelo caminho vendados, atravessando os obstáculos sem nem perceber. Mas quando finalmente conseguimos, as pessoas sedem a sua opinião nossas vendas caem e somos então tomados pela responsabilidade das nossas decisões, ao invés de corrermos com sede ao pódio, andamos mais devagar, com mais cautela, e observamos duvidosamente qualquer obstáculo e pensamos seriamente se vale à pena continuar a nossa jornada sozinha, ou devíamos recuar e concordar com todos.

Então minha venda caiu, eu vi a cidade na minha frente, mas vi de perto também seu abismo, fiquei em dúvida se era aquilo mesmo que eu mais queria. Deixei tudo e todos para trás, para me arriscar em um abismo. E se eu cair? E se eu não cair e conseguir? Foi à hora em que eu compreendi que cada escolha é uma renúncia e que agora eu tenho que ser mais forte do que todos que eu enfrentei para agüentar as conseqüências da minha escolha.

O vento bate nas minhas costas me lembrando de apressar minha decisão, vou em frente desço da montanha, pulo o abismo caio, ou não caio pra então chegar, ou não, na cidade, ou desço a montanha e volto pra casa sem nenhum risco de cair, mas sem nenhuma esperança de desfrutar dos prazeres da tal cidade, continuando sem respirar bons ares.
E Deus não me deu asas, mas também me poupou de certas limitações mentais.

*Luaclara disse que Deus não dá asas a cobra!

13.7.08

Eu te desejo
Não parar tão cedo
Pois toda idade tem
Prazer e medo...
E com os que erram
Feio e bastante
Que você consiga
Ser tolerante...
Quando você ficar triste
Que seja por um dia
E não o ano inteiro
E que você descubra
Que rir é bom
Mas que rir de tudo
É desespero...
Desejo!
Que você tenha a quem amar
E quando estiver bem cansado
Ainda, exista amor
Prá recomeçar
Prá recomeçar...
Eu te desejo muitos amigos
Mas que em um
Você possa confiar
E que tenha até
Inimigos
Prá você não deixar
De duvidar...
Eu desejo!
Que você ganhe dinheiro
Pois é preciso
Viver também
E que você diga a ele
Pelo menos uma vez
Quem é mesmo
O dono de quem...

Te amo !

para meu consolo...

"Nunca fui como todos
Nunca tive muitos amigos
Nunca fui favorita
Nunca fui o que meus pais queriam
Nunca tive alguém que amasse
Mas tive somente a mim
A minha absoluta verdade
Meu verdadeiro pensamento
O meu conforto nas horas de sofrimento
não vivo sozinha porque gosto
e sim porque aprendi a ser só."
(Florbela Espanca)

E agora o que sobrou, um filme do close pro fim...

Ás vezes me pergunto, como ser complexo que eu sou,
será que esreverei uma história de amor bem sucedida aqui ?
Por mais que eu queira, tenho uma maldição terrível de estragar
até os mais felizes contos de fada!

'iá iá se eu peco é na vontade, de ter um amor de verdade...'

eu hein!

virarei escritora de aventuras policiais,
larguei os romances...

7.7.08

Estava lembrando que um dia depois do meu aniversário é dia do orgulho gay. Essa palavra sempre me foi enigmática, muita vez achava ela uma boa denominadora de um super herói, Super Gay, nada mal.

Sempre penso sobre o assunto e desde muito tempo eu venho levando a mesma opinião. Por que não gay? O que há de errado? Não só em questão de sexualidade, mas em questão da maioria das individualidades de um ser. Por que não amar alguém do mesmo sexo. Não sei de onde muita gente tira tantos tabus e preconceitos. Na verdade isso é fruto de todo nosso egoísmo, de só achar certo o padrão.O padrão que nunca foi nosso, nos foi inserido por alguém, provavelmente mais burro que nós.

Admiro muito os gays e muitos outros grupos que defendem suas particularidades, mas sem ofender o próximo, se nós vivêssemos a vida como ela deveria ser vivida respeitaríamos bastante isso.Viveríamos em passividade.

O movimento gay teve uma grande manifestação em um dos meus anos favoritos, 1969, me parece que foi o ano que o homem se descobriu, o ano auge dos hippies, o ano que aconteceu Woodstock, um movimento único e mágico, que convenhamos torna-se impossível conhecer sua história e não desejar profundamente ter vivido aquilo. Mas voltando o assunto tudo que é diferente, trás uma certa resistência, mas acredito que essa resistência deve ser mantida dentro de nós, no nosso discernimento de praticar ou não uma ação e não de cercear a liberdade dos outros os impedindo de praticarem o ser eles mesmo.

Então viva os gays (atrasado) e viva a todos que sejam diferentes e que desejam viver inseridos na sociedade mesmo assim. Que com a evolução da humanidade, evoluam também nossos cérebros e que passemos a aceitar certas coisas com mais naturalidade, como na verdade devem ser.

26.6.08

Que saudade eu tenho da aurora da minha vida

Pois é meu aniversário ta chegando e pela primeira vez eu não vou me sentir como quem se livra de mais um ano, eu vou sentir saudades.É sim já me vejo daqui falando, “que saudades eu tenho dos meus 16 anos”. E quem não tem né! Todos 16 anos devem ter uma magia especial. É o ano que você erra a maioria dos erros de sua vida e isso é bom, são erros proveitosos, que nós fazem tornamos quem futuramente seremos, sem contar na expressão de praxe ‘Sexo,drogas e rock’n’roll’ que se encaixa perfeitamente.

Sempre sonhei com meus 16 anos, quando era menor achava que ia ter toda liberdade do mundo, que ia ser uma mocinha ué! Mas eu vi que foi exatamente ao contrário, só aumentaram as responsabilidades, eu tive que me entender com a minha liberdade. Inventa - lá.O que de certa forma me rendeu muitas aventuras e risadas, (sair escondido, falar umas mentirinhas e sustentá-las)

Achei também que com 16 anos ia estar muito bem resolvida, que saberia boa parte da minha vida e acabei me enganei completamente de novo, cada dia que passa, tenho mais consciência que eu não sei nem metade do que eu preciso saber. Faculdade, casa, trabalho, amor tudo continua uma incógnita pra mim.

E pra finalizar eu achei que teria encontrado alguém, talvez até tenha encontrado, mas não imaginava que as coisas se tratando de amor eram tão complicadas, infelizmente é bem mais do que se apaixonar pegar na mão e sair por ai.

Mas mesmo com tantas frustrações esse ano eu consegui sentir a intensidade da vida,como tudo é bem maior e que o mundo gira ao redor de cada um e suas vontades. Resumindo com 16 anos eu conheci a vida, me encontrei com ela e resolvi virar sua amiga, fazer das dificuldades aprendizados e prolongar ao máximo minhas alegrias.

"Se ao escalar uma montanha na direção de uma estrela, o viajante se deixa absorver demasiado pelos problemas da escalada, arrisca-se a esquecer qual é a estrela que o guia." [Antoine de Saint-Exupéry]


19.6.08

Confidência - Falamansa

Eu tenho um segredo menina
Cá dentro do peito
Que a noite passada
Quase que sem jeito
Bem na madrugada ia revelar

Foi quando um amor diferente
Tava nos meus braços
Olhei pro espaço
E vi lá no céu
Uma estrela cadente se mudar

Eu lembrei das palavras doces
Que um dia falei pra alguém
Que tanto tanto me amou
Me beijou como ninguém

Que flutuou nos meus braços
Mudou os meus planos
E nossos segredos confidenciamos
Sem hesitar

11.6.08

Fulano quer me matar (para brindar as férias)

Acho que tudo começou quando ele me olhou com aqueles tortos olhos (quem entende, entende), a matemática se tornou incrivelmente mais insuportável do que ela poderia ser. Pouco a pouco em cada aula, eu me sentia atingida. Ele me golpeia com advaagas e me dava tiros com o revólveres imaginários (suas armas secretas), mas felizmente sobrevivi para poder contar, me livrei por um triz de um infarto!
E por incrível que pareça suas armas secretas não eram aquelas horríveis, se me permitem, expressões matemáticas que eu nunca conseguira resolver, eram outras, bem mais poderosas que me pegavam de jeito. Eram nada mais nada menos que suas sujas palavras que me cortavam os tímpanos e seus trocadilhos idiotas com expressões ambíguas totalmente ignorantes que não careciam sair da boca dele, meu professor.
E no meio da agressão que fulano fazia contra minha pessoa, eu refleti sobre uma questão, qual o papel dos verdadeiros professores? Conteúdo, conteúdo e conteúdo extremamente matemático? Mas onde fica a vida nisso tudo? Onde fica aquilo que está passando exatamente agora, mas pode acabar a qualquer momento?
Realmente o buraco é bem mais embaixo, vejo as lousas cheias de números e fórmulas, mas sinto falta da sabedoria que eles e que todo mundo devia compartilhar, da conversas que devíamos ter das condutas que necessitávamos melhorar. Mas isso não existe porque enquanto preenchem nossas cabeças com tudo que serve pra passar no vestibular, nos deixam totalmente vazios, vazios de vida, da alegria de viver de enxergar, de sentir,de respeitar as pessoas e entende-las, não vê-las simplesmente como meros concorrentes.
Eles normalmente são todos iguais ou bem parecidos, ficam no total meio termo (ás vezes arriscam numa aula ou noutra estimular a verdadeira sapiência), mas fulano, fulano se supera não cria, nem incentiva a criação de laços afetivos por ninguém, nem prega noções éticas. Fulano abre sua boca cheia de dentes pra falar o quanto é mesquinho e egoísta e o quanto isso é bonito, por incrível que pareça ele se orgulha, faz referências a trapaça o tempo todo e mostra que essa é a sua doutrina de vida. Esse não é o papel de um educador nem de nenhuma pessoa que esta lidando com a ‘geração da vez’ isso atrapalha e mostra como perdemos a fé na boa fé.
Enquanto fulano fala e me mata mais um pouquinho, vejo rostos sorridentes compatíveis com as suas idéias maquiavélicas e isso me mata mais ainda, vejo que com nossa passividade nos tornamos uma geração sem nenhum senso crítico, sem nenhuma noção do que é realmente importante, além de passar no nosso querido amigo vestibular!
Nos ainda 50 minutos de sua aula, fecho os olhos e peço a redenção do senhor que ele intervenha em meu nome, que me dê esperança e vida suficiente pra ver um dia eles caírem na real e perceberem que não estão lidando apenas com mentes vestibulandas, mas com carateres e personalidades em formação, que é necessário bem mais que essas formulazinhas medíocres para viver. Depois falam que nós, os alunos somos o problema, somos apenas o reflexo!

4.6.08

Ele tinha razão...


‘E você aprende que realmente pode suportar...
que realmente é forte,
e que pode ir muito mais longe depois de
pensar que não se pode mais.’

Hoje eu acordei, estranhamente acordei feliz, me sentindo leve, com uma sensação inigualável, me olhei no espelho e me perguntei por que? Onde estava aquela raiva de acordar todas as manhãs? Onde estava aquela melancólica feição?

Sumiu, mas como assim sumiu?! Não sumiu porque alguém veio me acordar com um beijinho ou porque aquela pessoa que eu tanto esperava chegou e me pediu desculpas. Ai finalmente entendi que sumiu porque eu quis, porque eu venho percebendo nesses meus dias que estão ficando cada vez mais engraçadinhos, que eu não preciso que as pessoas me idolatrem, ou me amem e me dêem provas cabais disso o tempo todo e que isso seja fundamental para meu bem estar, para eu me sentir útil.

Eu estou percebendo que tudo vai muito além, que isso é inútil se eu não me amar o suficiente para encarar os elogios e os impulsos apenas como complementos e entender que o grosso, a matéria prima tem que vir de mim, lá de dentro, secando o meu poço de velhas mágoas. Se não, não é verdadeiro, é superficial, vem e passa sem fazer sentido. Se vier dos outros, não é meu é deles.

Não sei se esse vai ser um discurso em vão, mas vou lê-lo três vezes por dia. Porque eu não quero que a menininha triste volte, não mesmo! Prefiro a segura, que pensa, que é auto-suficiente em auto-estima e que você nunca vai ver com a cabeça baixa por ai.

"Não existe um caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho."

28.5.08

Você - Raul Seixas

Você alguma vez se perguntou por que
Faz sempre aquelas mesmas coisas sem gostar?

Mas voce faz, sem saber porquê, você faz!

E a vida é curta, por que deixar que o mundo

Lhe acorrente os pés?

Fingir que é normal estar insatisfeit

Sera direito, o que voce faz com você?

Por que voce faz isso por quê?

Detesta o patrão no emprego

Sem ver que o patrão sempre esteve em você

E dorme com a esposa por quem ja não sente amor

Sera que é medo?

Por que? voce faz isso com você?

Por que você não pára um pouco de fingir

E rasga esse uniforme que voce não quer...

Mas voce não quer, prefere dormir e não ver

Por que você faz isso por que?

Detesta o patrão no emprego

Sem ver que o patrão sempre esteve em você.

E dorme com a esposa por quem ja não sente amor
Sera que é medo?
Por que? você faz isso com você?

Por que cara?

Mas voce não quer prefere dormir e não ver

Por que voce faz isso por que?

Sera que é medo?

Por que? você faz isso com você?

Voce faz isso com você?

25.5.08

Não há vagas!

Sinto em te informar, mas não há vagas.Isso mesmo, não há vagas!Não há mais vagas nem paciência minha disponível para aturar essa demência. Então não sente do meu lado e tente ser meu melhor amigo, não diga que me ama se só me viu uma vez, de costa virando a esquina, não acomode seu traseiro em frente a TV e assista o Faustão até dar uma dor e venha me falar que é super legal! .Não, não,não!

Não é rebeldia, nem extremismo, é realidade, a realidade que me atormenta todos os dias desde quando eu acordo até quando eu vou dormir. Não estou dizendo que eu sou melhor que ninguém, mas também não são alguns ‘alguéns’ que literalmente se sentem, que são melhor que eu.

Porque o comum é achar que eu é que estou alienada.Porque eu assisto jornal e acho que um monte de coisa é inverdade, porque eu leio Freud e porque eu queria ter sido uma militante em 1968! Então...no meu quadrado não há vagas pra gente que não ache isso no mínimo,o mínimo !

Resumindo, não que eu não vá com a cara de ninguém, mas já me cansei das sementes de nada que alguns ‘alguéns’ insistem em plantar e justamente do meu lado, com seus mine cérebros conservados em pleno estado original de fábrica achando o máximo discordar de mim apresentando como argumento eu vi no jornal nacional.É uma situação realmente critica.Estou disposta a deixar meus planos de melhorar o mundo de lado, mas pelo amor de Deus entendam, que não há mais vagas na minha paciência.

Eu juro que a partir da semana que vem eu paro de reclamar do mundo!



22.5.08

'A paciência é a arte de ter esperança.'

do Lat. patientia

s. f.,

qualidade de paciente;

resignação;

conformidade em suportar os males ou os incómodos sem se queixar;

perseverança tranquila;

calma na continuação de qualquer tarefa ainda que esta seja difícil ou muito demorada;

tranquilidade com que se espera aquilo que tarda;

nome de certos jogos de cartas;



Esperança, perder ou não perder éis a questão!


‘Nem sempre foi assim, outro mundo é possível.’

Todos os dias se parecem desde então, cumpro minha rotina diária sem alterações, ás vezes penso mais, ás vezes menos, minha insatisfação continua a mesma. Quero não lembrar de tudo que ficou pra trás, tento me desapegar das dúvidas que me rodeiam, dos porquês que me assolam, mas é quase inevitável pensar porque as coisas tomaram esse rumo.

Meu jeito de durona extremista, não to nem ai, nem convence mais ninguém, queria um abrigo, queria tudo de novo, perguntar e obter resposta, por que assim? Certamente eu devo mesmo merecer tudo que passo, mesmo que indiretamente devo merecer.

O pecado faz parte da minha vida e da de todos nós, não sejamos hipócritas quem nunca erra, mas pra quê mentir assim, mentir que o dia tá tudo bem, se não está, nunca pedi pena, só queria compreensão, não entendo. Cadê?






20.5.08

Não pergunte o que ela quer!

'Pinte você mesmo em um barco em um rio
Com pés de tangerina e céus de marmelada'


The Beatles - Lucy in The Sky with Diamonds


Porque ela vai te responder.Vai te inundar com todos seus sonhos,as coisas mais calmas e as mais improváveis.Rosas azuis, gente decente, devaneios dignos de aviões,submarinos e balões.Nem todos entendem.A maioria dúvida, tentam sugar dela até a última gota de esperança, mas ela se renova e volta mais forte. Com planos mais mirabolantes ainda, diz que vai virar lunática, ameaça ir embora e pegar o primeiro foguete. Então, melhor não perguntar o que ela quer se não está disposto a viajar com ela. Não pergunte, se você olha pros olhos dela e só vê pupilas escuras invés de uma lagoa que de tão funda de sonhos é negra.Não pergunte se não vai acreditar, se não vai estar do lado dela e se tiver medo de não ouvir o óbvio. Sinceramente é melhor não perguntar.

18.5.08

Meu plano.

‘ Ah se eu fosse marinheiro, era eu quem teria partido, mas meu coração ligeiro não se teria se partido.’ Maresia-Adriana Calcanhoto

Meu plano.

Extremista disfarçada,quero fugir, me esconder sim, mas disfarça não deixa tão na cara assim. No final a gente sempre arruma uma desculpa, arruma as malas e vai embora, correndo da solidão e da dor que nunca chegam atrasadas e te perseguem. Talvez seja bom, mesmo sendo ruim, mas eu vou poder respirar, olhar pro lado e não vai ter a grama, a esquina, seus amigos, nem possibilidades que eles apareçam um dia pra perguntar o que eles bem já se cansaram de saber.Vou me entupir de livros de uma língua que eu nem conheço, vou abrir crânios e entrar por uma porta que eu descartava até o fim.

Não sei se essa é a solução, mas quanto mais brusca a emoção mais brusca ainda deve ser a mudança de planos, assim que eu penso, está ai o motivo óbvio das minhas tantas idas e vindas.Pelo menos nisso fica evidente minha coragem de começar e terminar as coisas, depois 'do depois' eu sempre busco um recomeço, mesmo que seja lá de um outro lado.Vou unindo o útil ao agradável e vamos lá, eles não queriam uma Dra., nunca pensei em obedecer isso mas é sempre bom tentar.

Então só me resta pedir que me desejem sorte pra começar de novo e não fazer tudo errado de novo mas desejem principalmente que eu não me arrependa!Gato escaldado tem medo de água fria.

12.5.08




'Eu preciso encontrar Um lugar legal Prá mim dançar E me escabelar Tem que ter um som legal Tem que ter gente legal E ter, cerveja barata...'

Um lugar do Caralho-Raul Seixas


Um lugar do caralho, verde, verde, verde.Embora não seja minha cor preferida ela consegue encher minha mente de uma paz quase inalcançável nesses últimos tempos. E quando isso acontece, eu consigo mergulhar em mim mesma e enxergo claramente aquelas minhas velhas qualidades e alegrias que há tanto tempo estavam escondidas e empoeiradas.É como se eu abrisse um antiguíssimo baú e toda aquela felicidade infantil me inundasse. O mundo exige que nós esqueçamos disso para viver, aliás sobreviver...

...

desapegar   v. tr. 1.  Despegar. 2.  Fazer perder a afeição a. v. pron. 3.  Perder a afeição a. 4.  Perder o interesse, o e...