28.9.08

Desejos


Há muito tempo eu sonhava com um grande amor, um amor diferente de todos (dos não muitos) que eu já vivi. Não me refiro a um amor exagerado, mas um amor verdadeiro, um amor que eu pudesse amar como irmão e também como amante, um amor que me aceitasse sem querer mudar minhas pequenas manias. Até então achava impossível, mas como um passe de mágica o destino se arranjou para realizar o meu desejo.

Certa vez quando eu era 7ª série e tinha uns 13 anos na hora do recreio me pus a observar um menino do 3º ano alto, bonito, mas que não me chamava atenção por isso, mas por sua namorada, que ele tratava tão bem. Olhei com um olhar feliz pro dois e desejei um dia ter um namorado tão bom quanto aquele. E uma vez minha me disse ‘Muito cuidado Luara com as coisas que você deseja, elas podem se tornar realidade.


O tempo foi passando, eu não percebia, mas o destino queria trabalhar para realizar meu sonho me botando cara a cara com o meu ‘príncipe encantado’ por três vezes, eu deixei passar batido, olhava pra ele e pensava que ele não seria quem eu esperava.Então quase perdi as esperanças e comecei a acreditar que amar era sofrer, assim nem me importava de ‘dar pérolas aos porcos’ sorrindo. Como era grande o meu engano, precisei sofrer sofrer e sofrer até acordar e ver que não era amor coisíssima nenhuma, muito pelo contrário era a falta dele, falta de amor antes de tudo por mim.

Parei por algum tempo e comecei a me amar, antes de toda e qualquer coisa, aí então finalmente o destino reconheceu que eu estava preparada para receber o meu grande presente, ele me deu a quarta chance. Estávamos então frente a frente de novo, eu e ele e dessa vez prontos para nos reconhecermos e percebemos que a nossa ligação era antes de tudo intergaláctica, que vinha lá dos céus, fora uma coisa totalmente premeditada. Talvez tenha demorado mais de um mês, pra entender e convencê-lo que era uma coisa fora do meu controle, era o meu desejo imutável, era meu amor incondicional, integral,absoluto, tudo que eu sempre sonhara.


E tudo foi se arrumando, da maneira mais despretensiosa possível, acontecendo debaixo dos meus olhos, eu me dava do jeitinho que eu sempre fui e ele aceitava da mesma maneira que se mostrava pra mim que também era de carne e osso. Compartilhamos alegrias e tristezas, triunfos e tragédias e principalmente sonhos. Então me amei para poder amá-lo com todas as forças que eu trago em meu coração, amo-o como irmão, como pai, como amante, como melhor amigo...amo-o como amo as forças que trouxeram ele pra mim.

P.S.: Quem eu tanto amo foi o menino do 3° ano de 2004, que eu observava enquanto desejava ter um amor de verdade um dia.

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