26.6.08

Que saudade eu tenho da aurora da minha vida

Pois é meu aniversário ta chegando e pela primeira vez eu não vou me sentir como quem se livra de mais um ano, eu vou sentir saudades.É sim já me vejo daqui falando, “que saudades eu tenho dos meus 16 anos”. E quem não tem né! Todos 16 anos devem ter uma magia especial. É o ano que você erra a maioria dos erros de sua vida e isso é bom, são erros proveitosos, que nós fazem tornamos quem futuramente seremos, sem contar na expressão de praxe ‘Sexo,drogas e rock’n’roll’ que se encaixa perfeitamente.

Sempre sonhei com meus 16 anos, quando era menor achava que ia ter toda liberdade do mundo, que ia ser uma mocinha ué! Mas eu vi que foi exatamente ao contrário, só aumentaram as responsabilidades, eu tive que me entender com a minha liberdade. Inventa - lá.O que de certa forma me rendeu muitas aventuras e risadas, (sair escondido, falar umas mentirinhas e sustentá-las)

Achei também que com 16 anos ia estar muito bem resolvida, que saberia boa parte da minha vida e acabei me enganei completamente de novo, cada dia que passa, tenho mais consciência que eu não sei nem metade do que eu preciso saber. Faculdade, casa, trabalho, amor tudo continua uma incógnita pra mim.

E pra finalizar eu achei que teria encontrado alguém, talvez até tenha encontrado, mas não imaginava que as coisas se tratando de amor eram tão complicadas, infelizmente é bem mais do que se apaixonar pegar na mão e sair por ai.

Mas mesmo com tantas frustrações esse ano eu consegui sentir a intensidade da vida,como tudo é bem maior e que o mundo gira ao redor de cada um e suas vontades. Resumindo com 16 anos eu conheci a vida, me encontrei com ela e resolvi virar sua amiga, fazer das dificuldades aprendizados e prolongar ao máximo minhas alegrias.

"Se ao escalar uma montanha na direção de uma estrela, o viajante se deixa absorver demasiado pelos problemas da escalada, arrisca-se a esquecer qual é a estrela que o guia." [Antoine de Saint-Exupéry]


19.6.08

Confidência - Falamansa

Eu tenho um segredo menina
Cá dentro do peito
Que a noite passada
Quase que sem jeito
Bem na madrugada ia revelar

Foi quando um amor diferente
Tava nos meus braços
Olhei pro espaço
E vi lá no céu
Uma estrela cadente se mudar

Eu lembrei das palavras doces
Que um dia falei pra alguém
Que tanto tanto me amou
Me beijou como ninguém

Que flutuou nos meus braços
Mudou os meus planos
E nossos segredos confidenciamos
Sem hesitar

11.6.08

Fulano quer me matar (para brindar as férias)

Acho que tudo começou quando ele me olhou com aqueles tortos olhos (quem entende, entende), a matemática se tornou incrivelmente mais insuportável do que ela poderia ser. Pouco a pouco em cada aula, eu me sentia atingida. Ele me golpeia com advaagas e me dava tiros com o revólveres imaginários (suas armas secretas), mas felizmente sobrevivi para poder contar, me livrei por um triz de um infarto!
E por incrível que pareça suas armas secretas não eram aquelas horríveis, se me permitem, expressões matemáticas que eu nunca conseguira resolver, eram outras, bem mais poderosas que me pegavam de jeito. Eram nada mais nada menos que suas sujas palavras que me cortavam os tímpanos e seus trocadilhos idiotas com expressões ambíguas totalmente ignorantes que não careciam sair da boca dele, meu professor.
E no meio da agressão que fulano fazia contra minha pessoa, eu refleti sobre uma questão, qual o papel dos verdadeiros professores? Conteúdo, conteúdo e conteúdo extremamente matemático? Mas onde fica a vida nisso tudo? Onde fica aquilo que está passando exatamente agora, mas pode acabar a qualquer momento?
Realmente o buraco é bem mais embaixo, vejo as lousas cheias de números e fórmulas, mas sinto falta da sabedoria que eles e que todo mundo devia compartilhar, da conversas que devíamos ter das condutas que necessitávamos melhorar. Mas isso não existe porque enquanto preenchem nossas cabeças com tudo que serve pra passar no vestibular, nos deixam totalmente vazios, vazios de vida, da alegria de viver de enxergar, de sentir,de respeitar as pessoas e entende-las, não vê-las simplesmente como meros concorrentes.
Eles normalmente são todos iguais ou bem parecidos, ficam no total meio termo (ás vezes arriscam numa aula ou noutra estimular a verdadeira sapiência), mas fulano, fulano se supera não cria, nem incentiva a criação de laços afetivos por ninguém, nem prega noções éticas. Fulano abre sua boca cheia de dentes pra falar o quanto é mesquinho e egoísta e o quanto isso é bonito, por incrível que pareça ele se orgulha, faz referências a trapaça o tempo todo e mostra que essa é a sua doutrina de vida. Esse não é o papel de um educador nem de nenhuma pessoa que esta lidando com a ‘geração da vez’ isso atrapalha e mostra como perdemos a fé na boa fé.
Enquanto fulano fala e me mata mais um pouquinho, vejo rostos sorridentes compatíveis com as suas idéias maquiavélicas e isso me mata mais ainda, vejo que com nossa passividade nos tornamos uma geração sem nenhum senso crítico, sem nenhuma noção do que é realmente importante, além de passar no nosso querido amigo vestibular!
Nos ainda 50 minutos de sua aula, fecho os olhos e peço a redenção do senhor que ele intervenha em meu nome, que me dê esperança e vida suficiente pra ver um dia eles caírem na real e perceberem que não estão lidando apenas com mentes vestibulandas, mas com carateres e personalidades em formação, que é necessário bem mais que essas formulazinhas medíocres para viver. Depois falam que nós, os alunos somos o problema, somos apenas o reflexo!

4.6.08

Ele tinha razão...


E você aprende que realmente pode suportar...
que realmente é forte,
e que pode ir muito mais longe depois de
pensar que não se pode mais.’

Hoje eu acordei, estranhamente acordei feliz, me sentindo leve, com uma sensação inigualável, me olhei no espelho e me perguntei por que? Onde estava aquela raiva de acordar todas as manhãs? Onde estava aquela melancólica feição?

Sumiu, mas como assim sumiu?! Não sumiu porque alguém veio me acordar com um beijinho ou porque aquela pessoa que eu tanto esperava chegou e me pediu desculpas. Ai finalmente entendi que sumiu porque eu quis, porque eu venho percebendo nesses meus dias que estão ficando cada vez mais engraçadinhos, que eu não preciso que as pessoas me idolatrem, ou me amem e me dêem provas cabais disso o tempo todo e que isso seja fundamental para meu bem estar, para eu me sentir útil.

Eu estou percebendo que tudo vai muito além, que isso é inútil se eu não me amar o suficiente para encarar os elogios e os impulsos apenas como complementos e entender que o grosso, a matéria prima tem que vir de mim, lá de dentro, secando o meu poço de velhas mágoas. Se não, não é verdadeiro, é superficial, vem e passa sem fazer sentido. Se vier dos outros, não é meu é deles.

Não sei se esse vai ser um discurso em vão, mas vou lê-lo três vezes por dia. Porque eu não quero que a menininha triste volte, não mesmo! Prefiro a segura, que pensa, que é auto-suficiente em auto-estima e que você nunca vai ver com a cabeça baixa por ai.

"Não existe um caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho."

 
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