10.10.09

nostalgic


Hoje me deu uma incrível nostalgia quanto a minha infância.

Lembro de uma série de pessoas que insistiam em praguejar que aquela seria a melhor época da minha vida, que eu devia valoriza - lá, isso me dava uma séria impaciência, o que me fazia fechar a cara e ignorar essas pessoas. Tinha certeza de que eu odiava o que eu estava vivendo. Eu odiava ser criança. Queria ser independente, pode sair de casa sozinha, poder ver TV até tarde, poder freqüentar outro turno no colégio, ter a credibilidade de um adulto, enfim entender o mundo. Mas conforme o tempo passou me endureci e me decepcionei, tive raiva da vida, por não ser como eu achava que ela era, tive raiva das pessoas por não me explicarem direito como realmente as coisas são. Até “entender” e começar a me culpar invés de culpar as coisas ou a as pessoas. Mudei bastante mas consegui guardar grande sensibilidade e um pouco de criatividade mas nada comparado as minhas grandes teorias, e pensamentos místicos sobre cada detalhe, de uma saudosa e época da minha vida.

Durante muito tempo, até um dia desses pra ser sincera, pensava que a vida era marcada por situações. Assim, um grande acontecimento que faz você sair da sua fase e entrar em outra mais avançando, tipo o chefão dos jogos de videogame, uma coisa importantíssima que vai mudar seu jeito de ver o mundo, e pluft você vai se tornar outra pessoa. Exemplo uma grande coisa acontecendo e pluft viraria adulta e depois outra coisa pluft seria velha. Mas percebi com muita decepção que não é assim, a vida não te prepara pra enfrentar uma determinada situação, ela é a situação em todos os momentos.

Éé, isso exatamente que faz falta, ter minha própria teoria sobre tudo, ter uma máquina geradora de pensamentos absurdos, peculiares a todas as coisas. Hoje eu entendo e queria dar um abraço em cada ser que me avisou o quanto a infância podia ser mágica. Pois o que faz falta lá da infância, não é de como as pessoas te tratam, não é a dependência ou a irresponsabilidade é o olhar que se tem pelo mundo, é o modo interessantíssimo de ver e interpretar a vida e de ter pretensões tão pequenas, mas capazes de fazer-nos imensamente felizes. Que nunca mais voltarão a ser iguais.

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