22.8.10


Tragam seus lenços e preparem-se para chorar, hoje é o último capítulo da novela. Essa minessérie que passou, como todas as atrações há de ter um fim. E lá no fundo eu posso apostar, que a classificação dessa história está mais pra drama do que pra romance.

A mocinha caminhava de um lado pro outro, docemente ansiosa com era de costume. Seu mocinho havia sumido a uns 500 dias. Pobrezinha, ficava imaginando quantas coisas ruins podiam ter acontecido e se ele tivesse sido sequestrado ou abduzido ou mais umas 500 desgraças. Imaginava e ficava descalquiada, estava sendo um tempo muito difícil para a mocinha.
Porém mesmo com a ausência ela se mantinha esperançosa, todo o dia esperava-o no mesmo lugar, num parquinho, com um lindo jardim. Sentava - se num banquinho rodeado por flores e exalava sozinha o seu perfume, todo dia. E de repente sem maiores expectativas, numa quarta-feira a mocinha chegou ao parque olhou para o lado e havia mais alguma figura por lá. Seria o mocinho, que voltava triunfante para os braços da mocinha ?
A mocinha nem acreditou, olhou fixamente, sorriu,achou que era miragem. Meia bestificada ela se aproximou. Era ele, o mocinho. De tão feliz, uma lágrima molhou o rosto da mocinha, diferentemente do mocinho que não mostrava comoção alguma, só encarava-a como se ela fosse uma estranha. Mesmo assim ela insistiu, insistiu em mostrar a ele algo que ele não queria ver. Falava sem parar que ele havia feito falta, que seu coração estava doendo de saudades. Ele não respondia, sua expressão era no mínimo indiferente.
Finalmente a mocinha se acalmou e pôde perguntar ao mocinho onde ele estava durante todo esse tempo.O mocinho respondeu sem se importar, suas palavras eram cortantes. Contou que precisava fazer uma viagem pra longe, precisará durante muito tempo espairecer e resolveu ir ( yeah sem dramas), lá ele conheceu coisas novas e pôde se refestelar.
A mocinha estupefata, custou a acreditar, que em meio a tantas noites sem dormir, tantos pesadelos e chororo, seu amado mocinho estava recreando. HA. A ficha caiu, a mocinha ficou agressiva. Sua real vontade era dar um belo chute nas partes baixas do mocinho ( que pena que ela não o fez). Altamente revoltante, enquanto a tola da mocinha chorava pela ausência do seu amado,ele o mocinho se divertia com os melhores passatempos... é, enquanto a ótaria mocinha se sentava no banquinho sozinha e apática, o mocinho se mantinha entretido conhecendo novas pessoas. Ah maldito mocinho. Ah boba mocinha.
Imediatamente a mocinha levantou do banco, virou as costas pro mocinho e saiu, não sabia pra aonde iria, mas ia. O mocinho covarde balbuciou alguma coisa, mas que saber, ele nem se importava. A vida dele, não tinha espaço para mocinha. Não, tinha não, de jeito nenhum. Por mais amável que a mocinha fosse o mocinho simplesmente não conseguia amá-la. Tinha seus planos, viagens. Talvez houvesse alguma vaga, mas claro que não era pra ela. Só ela não via, pobre mocinha. (até vocês perceberam, não foi ?)
A mocinha andava atordoada pela rua, seu coração estava apertado,como se alguém o segurasse bem forte com as unhas fincadas. Todo amor que a mocinha sentia pelo mocinho (leia-se: vilão) se desintegrava em lágrimas, amor feito de água e sal,escorrendo pelo seu rosto e caindo no chão.
Sem saber direito o que fazer a mocinha entrou numa rua escura, abriu uma porta em um beco sem saída.Sentou. Conversou. Pagou em dinheiro e saiu. Aí sim pôde abrir um sorriso e ir pra casa tranqüila.
Muahauhauhauhuahuahu Muauhauhuahuahuahuah
FIM


E só mais uma coisa, um aviso: Isso não se faz cavalheiro, não se ganha um coração alegre e palpitante e deixa-o na solidão, na dúvida púrpura que é a solidão...

Adeus também foi feito pra se dizer:
Bye bye, so long, farewell...

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