2.10.10

Canceriana sem lar

A segunda infância passou por mim, bem animada ela me levou pra conhecer o mundo, larguei tudo e fui  sem  dar maiores satisfações. Fui e abandonei meu lar. Porém pela canceriana que eu sou  já dá pra imaginar que no meio da viagem bateu aquela saudade. Lembrei do caminho de volta e peguei uma carona.
Cheguei, bati, toquei a campainha e ninguém abriu a porta. Para completar meu desespero as pessoas também tinham trocado as fechaduras.
Será que eu não mereço mais meu lugarzinho na casa da serenidade e do apego?
Acho que vou apelar...sinto falta de passar mais tempo na cozinha,de fazer o jantar pra dois.
 Fui até uma casa amarela, passei uns dias por lá, mas o Senhor Egoísmo se cansou de mim e me expulsou do seu jardim, saí de lá com a barraca nas costas. A Solidão me acolheu, mas vcs sabem ela não é uma das melhores amigas que se pode ter.
Eu sei, lá no desapego as vagas são intermináveis, mas não adianta eu sou da velha guarda, não tão descolada assim pra morar lá.
Vou perder meu tempo olhando a porta não sendo aberta.



Ah, nem! Ah, não! Ah, nem dá!
Solidão, foge que eu te encontro
Que eu já tenho asa
Isso lá é bom, doce solidão?

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