6.8.12

Living dead

Quem brinca com fantasmas não pode se queixar por não conseguir dormir a noite. 

 Não sei como denominar pessoas, que como eu, costumam ressuscitar fantasmas. É fácil de fazê-lo, só puxa-los das tumbas e trazê-los, meio desconfigurados, tipo zumbis eles assumem o mesmo lugar que deixaram um dia. Eles se saem bem, já ensaiaram esse papel milhares de vezes e parecem estar em casa, mas como tudo que vem do além tem lá os seus mistérios, do mesmo jeito quem vem, vão. Só que vão piores, levando os restos dos pedacinhos que deixaram quando eles foram da vez anterior. Mexer com esse tipo de coisa pode ser instantaneamente compensador, preenchedor, mas o castigo, não se engane, é perturbador. Não há methiorlate nem band- aids suficiente para fechar as feridas quem se abrem novamente. Esse negócio de aproveitar o momento não existe, sempre seremos intoxicados pelos seus venenos, não adianta prometermos na frente do espelho “ Isso não vai acontecer DE NOVO comigo.” . Vai acontecer, sempre vai acontecer, quantas milhares vezes ressuscitemos e matemos esses zumbis, eles sempre nos deixaram devastados. Vai ser sempre aquela guerra, morre não morre, enterra não enterra e depois a gente fica aqui com cara de bobão enfaixando o cotovelo outra vez.

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