31.1.10

O dia em que a terra parou .


Meu coração deu um nó, odeio tomar decisões assim no seco, mas já foi, eu tinha que ir. Tudo passou num piscar de olhos, é assim que vc começa a saber que está ficando velho, as férias parecem curtas demais. Menos de um mês e eu querendo a eternidade pra aproveitar meu ninho. Mal sabia eu que o retorno me aguardava com uma surpresa.

E no carro eu já pensava que eu ia encontrar meu lar destroçado, desnaturalizado. E Ufaaa. Casa inteira, era só poeira. De repente então o celular dá sinal de vida e eu sigo as instruções até uma praça com um farol e lá estava ela. A alegria. É e ela tem nome e sobrenome, Laís Delcelo, vulgo pytuka (é, grafia bem de pobre mesmo). Minha paulista linda,pequena,doida,inteligente, criativa e principalmente psicodélica.Quando eu a vi de longe, um verdadeiro anãozinho tudo já começou a fazer sentido e eu entendi, que eu tinha mesmo que viajar 16 hrs pra vê-la, que ela viria como aviso de que eu precisava mudar.

Então aquela baixinha pegou em minha mão e me levou pro outro lado do espelho, um lado bem diferente. HU-HU todo mundo descolado, ouvindo um som legal, me olhando como quem sempre me conheceu. Eram um mix, filósofos, cineastas, músicos, estilistas e nenhum dava a mínima importância pra isso, só queriam ‘curtir o momento’, eu me senti acolhida e nunca vou chamá-los de estranhos, apesar de nunca tê-los conhecido.

E assim meu prazo acabou eu virei abóbora, alegria foi embora e só me restou à escolha, entre ser o Cain ou o Abel.

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